O imperialismo em ação.
Já não é a primeira vez que os EUA utilizam seu aparato estatal para fins de golpe e manipulação de governos, interferindo na política interna e causando verdadeiros genocídios.
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FILE PHOTO: Venezuela's President Nicolas Maduro speaks during a news conference at Miraflores Palace in Caracas, Venezuela, March 12, 2020. REUTERS/Manaure Quintero/File Photo
Foto: Reprodução |

Nada melhor do que uma crise para o imperialismo estadunidense avançar contra seus opositores. Nem mesmo a pandemia causada pelo coronavírus foi capaz de aliviar o famélico instinto predador do imperialismo. Assim como na Colômbia, o Drug Enforcement Administration (DEA), está sendo utilizado como dispositivo governamental com a finalidade de controlar o regime político e promover o massacre da população.

O papel da DEA é amplamente conhecido na Colômbia. É através desse aparato repressivo que os Estados Unidos influenciam a política colombiana. Por meio de uma estreita aliança com as forças armadas e dos parlamentares colombianos, a DEA tem realizado uma vasta destruição no país. Essa política de terror tem promovido uma verdadeira guerra que assassinou milhares de camponeses, sindicalistas e dirigentes sociais. Dessa vez, porém, o alvo foi o governo venezuelano. Nesta quarta-feira (6), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, mostrou um vídeo onde Luke Denman, um dos militares dos EUA capturados no fracassado ataque do último domingo (3), confessa ter recebido instruções do ex-boina verde, Jordan Goudreau, para tomar o controle de um aeroporto do país para que fosse realizado o sequestro de Nicolás Maduro.

“Eu tive que me certificar de assumir o controle do aeroporto para que pudéssemos fazer uma transferência segura de Maduro para os EUA”, afirmou Luke Denman.

Em outro vídeo, Maduro, mostra a confissão de José Alberto Socorro Hernandez, conhecido como ‘Pepero’, que afirma ser um agente DEA. Pepero também foi capturado durante a malograda tentativa de incursão no país. Além disso, Pepero confessa sua participação nos conflitos entre quadrilhas criminosas em Petare, em Caracas, cujo objetivo era distrair a atenção das autoridades enquanto executava um ataque marítimo no país.

“Eles me pediram para criar o caos em várias áreas populares de Caracas. Eles me pediram para entrar em contato com traficantes de drogas, ameaçados pelo DEA, para colaborar nesse processo”, disse Pepero. O agente do imperialismo, por sua vez, revelou que contratou o chefe de uma gangue, conhecido como ‘Wilexis’, para criar “um suposto confronto entre gangues, com armas de guerra, sem baixas”.

De acordo com o mandatário venezuelano, o DEA “era a parte operacional e logística dessa conspiração”, utilizando-se de cartéis de drogas na Colômbia e Venezuela. Em razão dessas confissões, Maduro ordenou que Néstor Reverol, ministro do Interior, investigasse todos os elementos revelados por Pepero.

“Ele declarou que, e mais, ele dá nomes específicos, existem muitos elementos declarados por ele e seus cúmplices, incluindo supostos empresários que têm mansões, iates, mas eles não são homens de negócios, são traficantes de drogas, e a DEA os protege das rotas de tráfico de drogas. Eles colocam caminhões, dinheiro, são cúmplices diretos, todo mundo sabia o que era”, disse Maduro, ao se referir a Pepero.

Mesmo após a tentativa frustrada de ataque por parte dos EUA, Maduro demonstrou que, ao contrário da suposta ‘democracia’ estadunidense, os dois estadunidenses capturados “estão sendo julgados pela Procuradoria Geral da República e pelos tribunais civis venezuelanos, com todas as garantias”.

Ao ser indagado sobre a participação do governo na malograda tentativa de incursão, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, negou o envolvimento do seu país. Ainda segundo Pompeo, “se estivéssemos envolvidos, teria sido diferente”, declarou.

A recente notícia revelando a interação de dispositivos do governo na tentativa de mais um golpe de Estado, não é nenhuma novidade. Já não é a primeira vez que os EUA utilizam seu aparato estatal para fins de golpe e manipulação de governos, interferindo na política interna e causando verdadeiros genocídios. Esse, portanto, é o modus operandi do imperialismo.

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