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Na primeira parte da resenha do livro Em Reforma e crise política no Brasil. Os conflitos de classe nos governos do PT de Armando Boito Jr foi abordado o governo Lula, em especial a reconfiguração da noção de Populismo para explicar o Lulismo em uma contraposição a intepretação de André Singer. Além disso, o livro apresentou um debate sobre o “neo desenvolvimentismo” e as relações entre as classes na configuração do “bloco do poder” que sustentaram os governos do PT.

Ao contrário de autores da esquerda burguesa, que negaram ou indicavam a impossibilidade de um golpe de Estado contra o governo Dilma, Armando Boito Jr apresenta as articulações e os deslocamentos das classes burguesas em direção a política golpista.

Entretanto, compartilha a visão de que os golpes de Estado existentes na América Latina na atualidade seria de um “ novo tipo”,   “Estudos de política latino -americana tem mostrado que os denominados golpes de Estado de novo tipo. Golpes parlamentares”. Dessa forma,  o autor é tributário da visão limitada de que o golpe seria de “ novo tipo” e um “ golpe parlamentar”. Um outro ponto a ser destacada, que decorre dessa visão de golpe parlamentar é a concepção de que é para conquistar uma governabilidade e força institucional seria preciso que a esquerda dedicasse-se mais a conquistar posições mais vantajosas no Legislativo, “Olhos da esquerda no executivo, sem dar a devido importância com a representação partidária nos legislativos.” Isso significa que a solução para evitar golpes parlamentares seria aumentar o eleitoralismo da esquerda, mas dessa feita buscando  dedicar ainda mais para conquistar a maioria no parlamento.

Em relação aos direitos democráticos e sociais, Boito salienta a diferença entre os modelos de capitalismo:  “ no período do modelo capitalista desenvolvimentista, verificou-se uma expansão, ainda que limitada e não linear, dos direitos trabalhistas e sociais. O modelo neoliberal de capitalismo inverteu essa tendência “ (Boito Jr, 2018)

Se a busca continua pelo  desmonte dos direitos trabalhistas e sociais garantiu a unidade politica da burguesia em torno do programa neoliberal, os desdobramentos da política neocoliberal provocam divisão, pois os interesses das diferentes frações não garantindos. Assim, “A abertura comercial e a desregulamentação financeira atendem, portanto, aos interesses do grande capital financeiro, nacional e internacional, em detrimento mesmo da grande indústria interna.” (Boito Jr, 2018, p.35).

A crise politica que desembocará no impedimento da presidenta Dilma Rousself expressa o desmantelamento do bloco de poder entre o PT e setores da burguesia interna. Dessa forma, é constituído um novo bloco de poder, dirigido pelos setores comprometidos com uma política neoliberal, devido a ligação com aos setores mais pró capital especulativo, e ao capital externo. Esse bloco arrasta as classes médias, sendo que na visão de Boito “ a Lava jato funciona como uma espécie de partido da alta classe média”.

A alta classe média elegeu o PT e seus governos como inimigo principal. O  discurso contra a corrupção  é na verdade uma operação ideológica, que permite neutralizar os adversários para a luta contra os governos petistas, apresentando em nível de discurso o objetivo principal como um objetivo secundário.

 

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