Vasco e Botafogo em crise
Estimular a decadência e a crise com a intenção de abocanhar filões, essa é a intenção dos capitalistas de olho no futebol S/A
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Capitalistas estimulam a decadência para impor o futebol S/A | Reprodução: seculodiario.com.br

As péssimas campanhas de Vasco e Botafogo, que podem ser rebaixados, são mais um combustível a favor do futebol S/A e também um dos efeitos da politicagem a favor do clube empresa.

O caso do Botafogo é o mais emblemático, e nitidamente há uma devastação proposital do clube para justificar a privatização através do clube empresa, como já denunciado em outros textos deste Diário, mas o Vasco tem suas similaridades com o Botafogo.

Em 19º lugar com 20 pontos e cinco derrotas consecutivas, o Botafogo precisa nas quinze partidas restantes de mais oito vitórias para tentar evitar o rebaixamento. Situação que parece ser impossível de alcançar, visto que nas primeiras 23 rodadas o alvi-negro conquistou apenas três vitórias. Estas vitórias no Brasileirão aconteceram no primeiro turno contra Atlético-MG, Palmeiras e Sport.

Já o Vasco, que após a estrondosa goleada sofrida frente ao Grêmio de Futebol Porto Alegrense, por 4×0, encontra-se 4 pontos à frente do Botafogo, com 24 pontos na 17° posição, a primeira posição dentro da zona de rebaixamento para 2021, um ponto a menos do que o Sport, o primeiro time livre do Z-4. A campanha do Cruz-maltino tem apenas  6 vitórias e 11 derrotas, com 6 empates e um ataque que anotou 20 gols e sua defesa vazada 35 vezes.

Após a terrível derrota para os gaúchos, a direção vascaína pediu reforço da Polícia Militar para a chegada ao Rio de Janeiro, frente ao receio de novas manifestações da torcida, como as que ocorreram na última semana por ocasião da eliminação na Copa Sul-Americana, frente ao clube Defensa y Justicia. O temor de protesto, entretanto, não se confirmou.

A torcida vascaína sentindo na pele que a campanha dos dirigentes a favor de técnicos estrangeiros para saída da crise, nada mais é que jogo de marketing pressionam o presidente Alexandre Campello pela demissão do português Ricardo Sá Pinto. Mas uma nova derrota, frente ao arquirrival Fluminense no fim de semana, pode selar a demissão do Português.

O Vasco já caiu em 2008, 2013 e 2015, o Botafogo em 2002 e 2014. Pela primeira vez, podem acabar juntos na Segunda Divisão.

Imersos em dívidas, cultivadas décadas a fio por inúmeras administrações irresponsáveis e inconsequentes de cartolas e empresários, como a do famoso Eurico Miranda, os clubes cariocas afundam na crise, com falcões ao redor para justificarem a entrada em cena de outros capitalistas, talvez mais poderosos, ávidos por introduzirem os termos legais do Clube empresa, mas que também ao primeiro sinal de crise e de estagnação de suas possibilidades financeiras deixarão ainda mais rapidamente as naus de seus navios, sem botes salva vidas para o naufrágio certo.

Os clubes empresa visaram apenas lucros, qualquer investimento terá que apresentar retorno para o capitalista. Os investimentos capitalistas seguem outra lógica que não é a de boas apresentações pelo futebol arte, mas a de proporcionar soma maior do dinheiro que foi investido.

A saída é o domínio dos clubes pelos torcedores as torcidas organizadas, as manifestações e organização das torcidas devem se dar sobre os capitalistas e cartolas que lucram com o futebol, lutando para que os clubes sejam controlados por aqueles que de fato defendem a alegria do futebol, os torcedores e suas organizações.

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