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A crise do Irã com o Reino Unido com capturação de dois petroleiros
império
A crise do Irã com o Reino Unido com capturação de dois petroleiros
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Frente ao crescimento dos ataques do Imperialismo norte-americano contra o Irã, mais um caso se soma às tensões internacionais. A Organização de Portos e Navegação da província de Hormozgan, informou neste sábado (20), que o petroleiro britânico Stena Impero, capturado na sexta-feira (19,) colidiu com um barco de pesca.

Anteriormente, a Força Naval do Corpo de Guardas Revolucionários iraniana havia declarado que o petroleiro Stena Impero, cujo destino era a Arábia Saudita, havia sido detido “por não ter respeitado o código marítimo internacional”. O petroleiro da rainha desligou o mecanismo de rastreamento e a Guarda Revolucionária advertiu sobre as suas irregularidades, o que foi ignorado. Por isso, a apreensão.

O local, Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, próximo à costa iraniana, é uma das principais travessias de navios petroleiros em todo o mundo.

O Stena Impero está em um porto iraniano próximo do local onde a embarcação foi interceptada, com 23 tripulantes (18 marinheiros indianos, incluindo o capitão do navio, e cinco de outras nacionalidades) a bordo, por razões de segurança interna do país.

As novas informações do diretor da autoridade portuária, Alahmorad Afifipur, mostram que a tripulação do barco de pesca tentou se comunicar com o petroleiro e não recebeu resposta.

Este Diário denunciou:

“O ministro do Exterior do Reino Unido, Jeremy Hunt, declarou cinicamente que “essas apreensões são inaceitáveis. É essencial que a liberdade de navegação seja mantida e que todos os navios possam circular com segurança e liberdade na região”.

No entanto, essa liberdade não vale para o Irã. No último dia 4, um petroleiro iraniano sofreu uma apreensão semelhante, no Estreito de Gibraltar – colônia britânica na fronteira da Espanha com o Marrocos. A desculpa esfarrapada era de contrabando de petróleo para a Síria, o que estaria violando as sanções da União Europeia contra Damasco. Assim, o imperialismo implementou um ataque só contra dois inimigos.

Dois dias depois disso, um navio de guerra da marinha britânica confrontou três navios iranianos em Ormuz, uma clara sinalização ameaçadora por parte de Londres, nas barbas do Irã, representando um sério perigo a sua soberania, mesmo que estando supostamente em águas internacionais.

Na quinta-feira, foi a vez de os Estados Unidos ameaçarem o Irã. Seis embarcações norte-americanas, incluindo o navio de assalto anfíbio USS Boxer, adentraram o Estreito de Ormuz. Para proteger seu território, como qualquer país faz, o Irã enviou um drone a fim de monitorar as atividades dos navios dos EUA. Washington, então, diz ter abatido o drone, o que seria um claro ataque ao Irã. Entretanto, o país persa nega que o drone tenha sido atacado, afirmando que não passa de uma propaganda norte-americana para assustar e demonstrar superioridade militar.

De qualquer forma, as ações dos EUA e do Reino Unido são provocações e mesmo agressões contra o Irã, muito próximas ao seu território. Essa escalada de ameaças está inserida na política de pressão contra Teerã devido ao aumento do nível do enriquecimento de urânio por parte dos iranianos, para o uso civil, mas que o imperialismo teme que seja também utilizado para a produção de armas nucleares – o que é um direito do Irã e que qualquer outro país, já que EUA, Reino Unido e outros países imperialistas e fantoches as possuem para garantir sua dominação.

O avanço dos ataques imperialistas estão acontecendo em diversos países, coordenados como uma campanha internacional na Venezuela, Cuba, Irã, e, como afirmou hoje o Presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, na Análise Política da Semana, é preciso denunciar amplamente essas ações.