A Copa é instrumento de politização e mobilização de opiniões contra a direita

A Copa do Mundo, maior evento esportivo de todo o planeta, se consideradas as transmissões, a audiência televisiva e mesmo os recursos financeiros envolvidos, é um campo especial de atividade política contra a direita, contra o golpe.

Até mesmo antes do início do torneio, a campanha contra a Copa, tanto da esquerda quanto da direita, foi ficando cada vez mais intensa. A esquerda diz que não se deve torcer na Copa, que não se deve torcer pela seleção, que evento da burguesia, etc.

A proposta da esquerda, nesse sentido, é de abandono da Copa do Mundo. Deixar para que a direita tire todo o proveito deste evento que, para brasileiros, envolve um dos maiores patrimônios do povo: o futebol.

É impossível retirar o caráter político de qualquer esporte, especialmente a Copa do Mundo de futebol, pois é o esporte mais praticado em todo mundo, e, em praticamente toda copa, são várias as manifestações políticas na disputa.

No Brasil, a copa sempre ganhou um caráter especial. Em primeiro lugar por se tratar de uma das coisas que o brasileiro faz de melhor, jogar futebol. Temos cinco títulos mundiais, ¼ de todos os campeonatos disputados. Somos uma potência, apesar e contra o interesse das grandes potências imperialistas.

Os “coxinhas” tentaram destruir esse patrimônio, saindo às ruas com a camisa da Seleção para derrubar Dilma Rousseff, pedir a intervenção militar, etc. Usaram a camisa da Seleção para os seus interesses.

O povo, que, ao contrário da esquerda, age, decidiu comprar as camisas azuis da Seleção para torcer nesta Copa do Mundo. Torcer para a Seleção e não se confundir, porque não dizer, atacar, a direita golpista verde-amarela.

Cresce, da mesma forma, as camisas vermelhas da seleção brasileira, as camisas comunas da copa de 2018, algo nunca antes visto, não nessa proporção. O povo quer intervir politicamente, quer derrotar o golpe, quer a seleção campeã.