A Copa do Mundo é nossa

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Falta pouco tempo para o início do evento esportivo mais assistido do mundo, a Copa de futebol. Esporte que é patrimônio do povo brasileiro, que não o criou, mas o desenvolveu de tal maneira que teremos brasileiros na Copa dentro da seleção canarinho e em outras seleções, os naturalizados.

Os jogos de futebol são enxergados pela direita como um perigo, pois é o povo organizado e, diante de uma situação política explosiva (como a que vivemos), milhares de pessoas juntas em um mesmo local pode dar margem à revoltas e manifestações contra o regime.

Por esse motivo que a burguesia atacou os estádios brasileiros, retirando as “gerais”, impedindo as torcidas de levarem suas bandas, charangas, bandeirões, faixas, sinalizadores, enfim, de fazer a festa.

Estádios estão virando “arenas”, para que apenas um determinado público possa frequentar, o mesmo público que proferiu ofensas à então presidenta Dilma Rousseff, na abertura dos jogos da Copa de 2014.

Mas o que chama atenção é a campanha, que vem desde 2014, de que não se deve torcer para a Seleção, “não vai ter Copa”, pois é uma forma de alienar o povo e que não passa de um negócio capitalista.

Em primeiro lugar, o futebol não é para alienar o povo, pelo contrário, é esporte em torno do qual o povo mais se organiza, seja por meio das organizadas, seja no trabalho, escola, enfim, em torno desse esporte o povo se mobiliza.

Uma primeira forma de organização que um brasileiro conhece é em torno da prática do futebol, com os amigos da rua ou do trabalho, a quantidade de bons jogadores que não são profissionais é industrial.

Em segundo lugar, sobre o fato de ser um negócio capitalista, ninguém aponta qual seria o esporte que não é um negócio capitalista. Finalmente, tudo que existe dentro do regime capitalista está, de uma maneira ou de outra, sob suas leis. Para tudo que se pretende fazer, é preciso considerar esse problema fundamental.

Em 2014, a direita estava sedenta pelo golpe de Estado, e atacou a seleção de todas as formas possíveis. Um dos piores ataques foi vestir os direitistas e entreguistas de verde e amarelo para ajudar no golpe, de tal maneira que a camisa da seleção está vinculada a este setor selvagem, de maneira que até caíram as vendas de produtos da seleção.

Agora não é diferente. A direita deu o golpe de Estado, prendeu o ex-presidente Lula e agora caminha para aprofundar o golpe, com ou sem eleições, e já estão atacando a seleção, e a esquerda (que não lutou contra o golpe) já esboça seu ataque contra o futebol brasileiro.

A defesa da Copa, da vitória do Brasil na Rússia, é parte de uma campanha popular. O povo quer o Brasil campeão, contra a direita que odeia o esporte e apesar da esquerda. Da mesma maneira, e tão popular quanto, é a campanha em defesa da liberdade de Lula, sua candidatura e eleição.