A censura se voltará contra os negros, não deve haver limites para a liberdade de expressão

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Há muito já vem sendo discutido os casos de racismo nas redes sociais. A questão se acentuou com a criação da chamada “fake news” sobre a vereadora do PSOL, Marielle Franco, que foi executada no Rio de Janeiro. Evidentemente, com o golpe de Estado os mais diversos setores obscuros tem se sentido à vontade para entrar em cena com suas colocações típicas do que há de mais pérfido na direita fascista.

Mas o que precisa ser ressaltado aqui é de que maneira as organizações e movimentos do povo negro tem se colocado diante dos acontecimentos. Isso tem se dado da maneira clássica utilizada no estado burguês: o punitivismo. Pedir que instituições golpistas reforcem sua atuação por meio de mais leis repressivas -sendo essas instituições as grandes responsáveis pela opressão do negro no Brasil- é um erro crasso.

As colocações são de que precisa-se haver mais punição e controle das redes sociais, uma vez que se pede o cerceamento da liberdade de expressão, isso somente tende a voltar contra os próprios negros. Tendo em vista, quando se trata do cumprimento de leis repressivas, se comprova na prática que a grande parcela da população negra e pobre é a principal atingida.

Um exemplo prático disso se deu no período da ditadura militar, quando Pixinguinha foi homenageado com a música “Flor negra”, que no fim de tudo acabou sendo censurada; as justificavas diziam que a música tinha cunho racista, ao citar  a escravidão. Mas na verdade, a música foi censurada porque se tratava de uma homenagem a uma pessoa negra.

Por tanto, a luta dos negros contra o racismo e a opressão se dá diante de sua organização para que se resolva o problema de maneira coletiva. Não será por meio da censura ou por mais leis que reforcem a repressão, a luta do povo negro se dá no combate direto ao sistema opressivo e explorador de sua classe.