A censura do golpe: Roger Waters é proibido de se manifestar em seu próprio show

Roger Waters

Da redação – Neste sábado, dia 27 de outubro, às vésperas das eleições presidenciais o Tribunal Superior Eleitoral mais uma vez mostrou que vivemos sob um Golpe de Estado. Dessa vez, o TSE veio a público para exigir que a produtora T4F Entretenimento, empresa que produziu os shows do artista inglês Roger Waters no Brasil, se manifeste a respeito de suposta “propaganda eleitoral irregular” durante os shows do artista.

A equipe de Jair Bolsonaro, candidato que representa o fascismo e o Golpe de Estado no Brasil, entrou com um pedido junto ao TSE que foi acatado pelo ministro Jorge Mussi, acusando a produtora e o próprio Partido dos Trabalhadores de fazer campanha eleitoral irregular, pois durante o show Roger Waters denunciava o avanço do fascismo no Brasil.

Na verdade o que acontece é que os tribunais, todos eles totalmente dominados pelos golpistas, estão realizando uma censura generalizada a serviço da burguesia tentando calar todos aqueles que se opõem a sua política. O sistema judiciário tem se mostrado uma parte muito importante do Golpe Estado, na medida em que realiza a perseguição política e a censura sob uma fachada farsesca de legalidade.

Com esse tipo de ação, tal como ocorreu com a ordem para invadir universidades e reprimir o movimento estudantil em suas manifestações contra a extrema-direita, o Judiciário não somente mostrou que é golpista, mas que favoreceu de maneira explícita o candidato Jair Bolsonaro, colaborando de forma aberta para a fraude eleitoral.

É preciso denunciar a censura e se opor totalmente às medidas arbitrárias do TSE e de qualquer tribunal que queira calar o povo. É preciso combater a ditadura dos tribunais e opor a essa ditadura a força e a organização da classe operária.