Retrospectiva 2020
Na última Análise Política do ano, o companheiro Rui Costa Pimenta faz um balanço dos principais acontecimentos do ano, coronavírus, vacina, frente ampla e apoio à direita golpista
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Rui
Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO | Reprodução: Brasil 247

Na última análise do ano, o presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, falou sobre a pandemia, a vacina e capitulação política da esquerda diante da frente ampla ao apoiar o candidato de Maia, do bloco golpista, nas eleições da Câmara.

Sobre a pandemia, ele traçou um panorama da situação até aqui e explicou que o papel da esquerda nacional deve ser o de organizar a população para fiscalizar as autoridades. Disse que a confiança na ciência em abstrato, que a esquerda tem pregado, é a confiança nas autoridades, nos chamados governantes científicos, como João Doria (PSDB), que na verdade são tão obscurantistas como o Bolsonaro.

Ele explicou como esse setor da direita utilizou o isolamento como forma de acobertar completamente a sua omissão diante da pandemia. Lembrou que o Brasil, segundo pesquisas, pode ter mais de 220 mil mortos, neste momento, dado que a supressão e manipulação das informações é total, o que reforça a necessidade de fiscalização do povo sobre o poder público.

No entanto, infelizmente o conjunto da esquerda embarcou em apoiar que o poder público faça o que bem entender, como a questão da vacina obrigatória, o que é algo antidemocrático.

Frente Ampla

Sobre a aliança de setores da esquerda com direita, Rui disse que a esquerda conseguiu legitimar a posição da direita em transformar as pessoas que deram o golpe de Estado de 2016, e organizaram a fraude de 2018, que elegeu Bolsonaro, em inimigos do Bolsonaro. O que caracterizou como uma manipulação da luta contra o bolsonarismo. Ele disse que com a frente ampla, criou-se uma luta verbal entre os que apoiam Bolsonaro e os que são contra. Por ex., na questão do meio ambiente, o setor que se opõe a Bolsonaro tem uma política pró-imperialista. Concentrando-se em questões secundárias, leva adiante a ideia de que o problema seria o Bolsonaro, logo, bastaria colocar qualquer outra pessoa no lugar, inclusive um João Doria, por exemplo.

Segundo o dirigente, isto fez com que a esquerda, aos poucos, fosse aderindo ao golpe de Estado. O que se apresentou claramente na disputa pela presidência da Câmara Federal dos Deputados, através da ideia de que a esquerda teria que apoiar o candidato do bloco golpista, pois seria o “menos pior”. Primeiro PSOL e PCdoB e depois também o próprio PT, que arrastado pela sua ala direita fechou apoio ao candidato de Rodrigo Maia à presidência da Câmara, juntando-se ao bloco DEM, PSDB, MDB, PSL, PV, Rede, Cidadania, PSB, PDT, PCdoB e PSOL. Ou seja, configurou-se um desenvolvimento negativo da situação política.

O parlamento pode ser utilizado para o esclarecimento da população, como uma forma de mostrar ao povo quem são seus inimigos e quem são seus aliados. No entanto, ao optar pelo “tomá lá, dá cá” a esquerda resume sua atuação parlamentar a uma concepção burguesa e elitista, o oposto de uma política popular. Desta forma, como explica Rui, a mensagem que está sendo passada pelo PT para os trabalhadores e a população é a de que não há diferença entre os golpistas, o que permitiria apoiá-los nas eleições de 2022. É uma forma de apagar a ficha corrida dos que deram o golpe de 2016.

O argumento do PT que o apoio resultaria em ter um cargo na mesa da Câmara, do ponto de vista prático não significa muita coisa. No entanto, do ponto de vista político representa a maior integração do PT à política de frente ampla. É desta forma que a esquerda será colocada a reboque de uma candidatura de direita em 2022, por etapas em que a esquerda vai cedendo terreno, até apoiar completamente um candidato da direita golpista.

Rui explicou que a política da burguesia nos últimos anos tem sido a de atacar brutalmente os trabalhadores, com privatizações, demissões em massa, etc. Desta forma, não há como a burguesia governar pela democracia, o que leva aos golpes de Estado. Por isso, para poder aplicar sua política neoliberal, a burguesia necessita da esquerda para impulsionar o setor da direita que não tem apoio popular algum, como o caso do PSDB, DEM e MDB no Brasil. Ele concluiu que é por aí que a esquerda vai, mas não é por aí que o PCO irá.

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