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Diante do atual quadro político nacional, de golpe de estado, as eleições estão sendo organizadas para que a direita consiga dar uma aparência democrática ao processo golpista e assim legitimá-lo perante o povo. O principal fator que demonstra que as eleições desse serão uma fraude completa, mais do que as anteriores, é o fato de que o principal candidato popular, aquele que possui o maior número de votos e apoio perante o povo, está impedido de participar devido a um processo arbitrário e golpista que o colocou, sem qualquer prova, atrás das grades. Nesse sentido, Lula, que está preso em Curitiba, é o único canidato que expressa uma oposição real, no interior do campo eleitoral, ao golpe de estado. O fato do ex-presidente ter um amplo apoio popular, ter uma ligação concreta com o movimento operário, seus sindicatos e os movimentos populares, tornam Lula uma ameaça ao golpe e à farsa eleitoral promovida pela direita.

A ameaça de Lula pode ser percebida na intensa campanha feita contra ele pela imprensa golpista todos os dias, mesmo o ex-presidente estando preso. Vale destacar que Lula, preso em Curitiba, está disparado nas pesquisas eleitorais e tem grandes chances de vencer as eleições ainda no primeiro turno. A direita tenta atacar a candidatura Lula por meio de suas instituições, como o judiciário, ameaçando torná-lo inelegível, e por meio da disseminação da campanha do plano B, ou seja, um candidato substituto a Lula, mais controlável pelos golpistas, uma forma de fazer tentar com que o povo e aqueles que lutam contra o golpe abandonem essa luta e esqueçam da completa arbitrariedade que foi cometida contra o ex-presidente.

A esquerda pequeno-burguesa entrou de cabeça nessa campanha do plano B lançando seus próprios candidatos, quando a política correta era concentrar todas as forças no apoio incondicional a candidatura de Lula. Essa foi a política adotada pelo Partido da Causa Operária, que decidiu em suas conferencias eleitorais pelo país que não irá lançar candidato à presidência esse ano e irá apoiar, incondicionalmente, a candidatura do ex-presidente Lula, pelo fato dela expressar uma oposição ao golpe. Não se trata de estabelecer uma coligação eleitoral com o Partido dos Trabalhadores, o qual aposta na política de colaboração de classes, mas lançar um apoio político em defesa de Lula, de sua candidatura e de sua liberdade.

É preciso deixar claro, portanto, que a única forma de garantir que Lula seja candidato, que tenha sua liberdade garantida e seja eleito é por meio da mobilização popular. É necessário ampliar campanha nos comitês de luta contra golpe de todo o país em defesa da liberdade de Lula e convocar amplamente uma gigantesca mobilização no próximo dia 15, exigir o registro da candidatura do ex-presidente.

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