Crise histórica
O governo Bolsonaro conseguiu a marca história de colocar 100.000 pessoas na rua em um único mês, em todo ano; é urgente derrubá-lo junto com todos os golpistas!
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desemprego
Fila para procura de empregos, 2020 | Foto: Reprodução

No Brasil não se há dúvidas em relação ao número absurdo de desempregados que está avançando no País. Desde o início do ano, já são 849.387 demissões em carteiras assinadas em todo território nacional. Com a chamada reforma trabalhista, que foi a destruição de boa parte da CLT, abriu-se apenas 35.767 vagas para trabalhos intermitentes, isto é, um trabalho sem direitos e que se ganha menos de um salário; ao mesmo tempo em que se fechou 12.431 do chamado “parcial”, que é uma informalidade assinada. Formas de exploração advindas com a reforma do governo golpista de Michel Temer.

Os dados foram divulgados pelo Caged  (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), comandado pelo neoliberal Paulo Guedes, atual Ministro da Economia (ou da miséria e da fome). O que se levanta a suspeita de que esses dados são muito longe de apresentar o profundo quadro de crise que passa o País.

Junto com esse pacote da morte, onde o Brasil está caminhando para se transformar um grande depósito de desempregados, de pessoas passando fome, de pessoas morando nas ruas, isto tudo em meio a uma pandemia violenta que atinge todo globo e que aqui se apresenta com uma face de genocídio da população pobre. Com toda essa situação crítica, um verdadeiro quadro de degradação de todo campo social, esse mesmo Ministério que lançou esses números dignos de uma catástrofe, que é coordenada, Guedes prorrogou por mais dois meses a suspenção de contratos e a “redução de jornada”, que na verdade significa um corte salarial.

Essa política vai levar a mais de 100.000 pessoas jogadas em um completo desamparo social, em cada mês de vigor. Ao todo, teremos pelo menos mais 200.000 trabalhadores desempregados, sem renda, no mês de novembro e dezembro. É uma situação extremamente grave, um dos maiores ataques que o movimento operário sofreu no Brasil desde a criação da CLT. Sem contar os contratos “renegociados” que se somam já aos 11 milhões, segundo esses mesmos dados fraudulentos, onde os trabalhadores são coagidos a se demitirem e serem recontratados com seus salários rebaixados.

É aqui, nesse ponto, um dos maiores problemas para toda classe trabalhadora brasileira. Todo esse desemprego, somado a uma especulação criminosa dos capitalistas, tanto no preço dos alimentos, como também nos alugueis, gera essa situação de miséria crescente. Só no campo, metade das famílias estão em situação de fome. A fome que assola todo País é resultado direto dessa política de rapina, onde do trabalhador se tira tudo para encher os cofres privados dos banqueiros e de alguns punhados de capitalistas.

Contra essa situação crítica, é imprescindível um programa de reivindicações que coloque em xeque todo o regime político golpista. É preciso derrubar Bolsonaro, o que passe por um plano de luta e reivindicações dos trabalhadores e de todo o povo. Ocupar as empresas que estão demitindo, exigindo a diminuição da jornada para o máximo de 35 horas semanais (7h por dia, 5 dias por semana), sem diminuição salarial. Exigir a estatização das empresas e o controle operário da produção, caso os patrões aleguem não ter condições de sustentar a empresa. Por um salário mínimo vital e seguro desemprego para todos os trabalhadores desempregados no valor de seu salário.

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