A burguesia não superou a crise política

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Durante o programa “Análise Política da Semana” do último sábado o companheiro Rui Costa Pimenta comentou o prosseguimento da crise política brasileira neste momento pós eleições que coincide com o final do ano. Ele fez uma análise dos vaivéns que tem caracterizado a formação da exótica equipe ministerial do governo que iniciará no dia 1º de janeiro. Abaixo, a transcrição do comentário:

Estamos caindo naquela situação de marasmo político que caracteriza o final do ano. Entrando em deaembro, aí muita coisa acaba sendo colocada em compasso de espera, e os acontecimentos, eles adquirem um caráter menos intensivo. Nesta semana nós tivemos aí… Neste momento, do ponto de vista geral, há uma intensa discussão na burguesia sobre a formação do ministério do governo Bolsonaro. De um modo geral (a formação do governo), apresenta características de ser [sic] uma coisa bastante incoerente e improvisado [sic]. Nós já assinalamos aqui que esse ar de improvisação, essa incoerência obedece ao fato de que [sic] o governo Bolsonaro foi se formando no curso dos acidentes da situação política e foi aceito pela burguesia mais para o final eleição do que, efetivamente fosse um governo que a burguesia tivesse planejado para levar ao poder e tudo mais.

Muita coisa já foi dita sobre o caráter esdrúxulo dos ministros do Bolsonaro, principalmente o ministro das relações exteriores e (o) da educação. De um modo geral a gente tem que considerar que o que nós temos aí é, de um modo abrangente, uma continuação da crise política anterior. Embora a eleição do Bolsonaro tenha dado um alívio, digamos assim, a essa crise política, não conseguiu superar a crise política. Esse é um ponto importante da situação política (que deve ser ressaltado) na análise porque vai definir qual é o rumo a ser seguido em relação ao governo Bolsonaro.

https://youtu.be/S6vN–v4LOo