Derrotar na rua a Frente Ampla
Bandeados de armas e bagagens à frente de FHC, Doria e Temer, setores da esquerda querem intimidar os partidos. 2013 passou, não voltará.
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Faixa do PCO no ato de Curitiba pela Liberdade de Lula. | Foto: Diário Causa Operária

As ameaças que o PCO sofreu em relação a portar suas bandeiras são um absurdo. Dirigentes locais do Partido foram “aconselhados” a não ir com suas bandeiras ao ato deste domingo na Avenida Paulista, por risco de confusão.

O Partido já se manifestou, não será intimidado e nem recuará diante de ameaças de caráter fascista/bolsonarista.

Não é de se estranhar que estes cidadãos chamam os manifestantes a ir com as cores do Brasil e a bandeira verde-amarela. Nós já vimos este filme. Em 2013, num sequestro relâmpago do movimento, a luta contra Alckmin, contra a ditadura da PM nos atos, foi substituída pela bandeira, pela unidade nacional. Fizeram isso agredindo manifestantes de esquerda e intimidando organizações. Algumas, de tão desmoralizadas que são, como o PSTU, chamaram a ir de verde, amarelo e vermelho. Não abaixamos bandeira lá, em condições muito piores, não recuaremos aqui.

A tentativa de reeditar o sequestro, tem, no entanto, um caráter pior do que 2013. O sequestro de 2013 foi organizado de fora do movimento, muitos suspeitam até de infiltração policial. Este está sendo organizado por setores à soldo da Frente Ampla, dos tucanos e golpistas.

Guilherme Boulos, a figura principal desta operação, prometeu transformar os enfrentamentos aguerridos de torcidas e militantes de esquerda com a direita em atos pacíficos e a coibir infiltrações. Quem exigia isso? A Globo e o PSDB. Eles que bradaram contra os “infiltrados”, que nada mais era que os próprios torcedores. Ele prometeu e está entregando.

O movimento das torcidas se retirou, no entanto pode volta às ruas. Uma casca oca tomou seu lugar. Eles já não brigam com fascistas, fazem acordo com eles e ameaçam movimentos e partidos de esquerda para não ir de vermelho. Eles já não caçam as camisas da CBF, eles trajam as camisas. FHC, Temer e Doria devem estar felizes.

Só que estamos em 2020. Faz 7 anos que vivemos Junho. Militantes inexperientes naquele momento viveram a eleição, os atos verde-amarelos golpistas, o próprio golpe, a prisão de Lula, a eleição fraudada de Bolsonaro. Os que “nasceram” politicamente naquele mês, tiveram anos para aprender, aprenderam muito.

Hoje, independentemente do que acontecer, não baixaremos bandeira alguma. Os emissários da Frente Ampla terão de sujar as mãos, e ninguém sabe se serão bem sucedidos.

Em 7 anos o povo aprendeu que ou se luta ou a direita ganha, aprendeu  que o vermelho é a cor do povo, que a tentativa de trazer o verde-amarelo é um golpe contra nós, tentando travestir-nos de fascistas, não os somos, somos o povo, e nossa cor é vermelha.

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