Antônio Carlos Silva

João Caproni Pimenta

Sobre o João

João Jorge Caproni Pimenta é estudante de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Militante do Partido da Causa Operária (PCO) e coordenador da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR).

Iniciou sua militância política e estudantil em Junho de 2013, quando a juventude e os trabalhadores realizaram uma grande mobilização contra o governo do Estado de São Paulo, então liderado por Geraldo Alckmin (PSDB).

Responsável pela Agitação e Propaganda do PCO, João Caproni Pimenta é editor do Diário Causa Operária e da Causa Operária TV. Também é colunista do Jornal Causa Operária e co-autor do livro “A Era da Censura das Massas”, junto com Rui Costa Pimenta, presidente do Partido.

Tirar os fascistas das ruas

A Avenida Paulista e o povo

O ato no largo da batata é um erro grotesco, uma covardia tremenda de Boulos e de sua Frente "Povo Sem Medo"

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O local sempre teve uma importância fundamental na convocação de um ato, às vezes é uma questão prática, facilidade de acesso ou espaço, por exemplo, às vezes é uma questão política, a sede de um governo, visibilidade, ou até mesmo uma tradição dos movimentos sociais.

Vários movimentos inclusive tornaram famosas avenidas, ruas e praças. Eu mesmo nunca estive no Cairo, mas sei que lá existe a Praça Tahrir, histórico marco da revolução egípcia de 2011, o golpe da Ucrânia tornou famosa a Praça Maidan em Kiev, as heróicas Mães da Praça de Maio herdaram seu nome de um lugar  onde protestavam em Buenos Aires. Os bolcheviques imortalizaram a Perspectiva Nevsky como uma avenida histórica do movimento operário mundial.

O Brasil não fica atrás nesse quesito. Os gaúchos tornaram notória a Esquina Democrática, Em anos recentes, durante a luta pela liberdade de Lula,  a Praça Santos Andrade em Curitiba se tornou um local da luta contra o golpe, a Candelária, famosa desde as Diretas Já! no Rio, cada grande centro têm suas tradições.

Via de regra, todos esses locais são locais centrais, alguns, como é o caso da praça Maidan e da Perspectiva Nevsky, são o coração de suas cidades. Isso não é por acidente. Locais centrais são um ponto médio da cidade, e por isso facilitam o acesso se pessoas estão vindo de todas as regiões, ao passo que se fosse realizado em uma periferia, seria mais difícil para outra periferia e outros bairros se unirem.

Locais como esses tem uma importância política e econômica grande, uma simbologia e um valor prático.

Em S. Paulo, já há algumas décadas, o palco central dos protestos é a Avenida Paulista. Com a decadência do Centro Velho e de outras regiões, ela virou um símbolo do poder financeiro da cidade, seus principal centro de cultura e economia.

Os professores paulistas em geral fazem no MASP suas assembleias, protestos e atos históricos aconteceram lá, foi lá que os petistas comemoraram a vitória de Lula em 2002, com discurso de Lula e tudo. Em 2013 Alckmin e sua política fascista massacraram um protesto de dezenas de milhares de pessoas que tentavam ocupar a avenida.

Tornou-se, em dia de protestos, um lugar do povo. Durante o golpe, a burguesia organizou uma operação para apagar essa história e dar esse lugar de destaque da cidade aos fascistas.

Com os atos do último domingo, quando os torcedores, o povo organizado em torcida de futebol, varreram os bolsonaristas da rua essa disputa tomou a forma de enfrentamento físico.

Rapidamente a justiça proibiu atos na avenida, realizando a antiga vontade da burguesia de empurrar a esquerda para algum canto escondido da cidade. Até aí, é normal, estranho foi que fizeram isso com auxílio de setores da esquerda.

Guilherme Boulos, líder da Frente Povo sem Medo, alguns dias antes da mudança de local, disse que iria se juntar aos atos. Para o desavisado isso pareceria um avanço. Até 5 dias atrás, Boulos era fervorosamente contra fazer atos de rua. Agora diz que vai aos atos que se originaram do movimento das torcidas e vai garantir que será “pacífico” e que vai “inibir infiltrado”. Aí fica claro que ele vai não para somar, mas para frear os atos. Como um emissário da Frente Ampla, de Dória, Witzel, Maia e companhia.

A grande colaboração (com Dória é claro) de Boulos foi organizar o ato desde domingo não na Avenida Paulista, mas longe dela, no Largo da Batata.

Movimentos de todos os matizes, comunistas, anarquistas, democráticos, etc.. se rebelaram contra a manobra e mantém convocatória para a Paulista. Este colunista, por sua vez, soma-se a esse chamado.

A Paulista é do povo!

Fora os fascistas das ruas!

Fora Bolsonaro!

Todos à Avenida Paulista às 14h.

 

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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