Extrema-direita avança
Vereadores aprovaram outrora um “voto de aplauso” a médico que fez aborto de menina de 10 anos agora; hoje, deputados obrigam os presos a pagarem pela tornozeleira eletrônica
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tornozeleira eletronica
Tornozeleira eletrônica | Foto: Divulgação

Em minha coluna da semana passada, relatei que a Câmara dos Vereadores do Recife aprovou um “voto de aplauso” ao médico que realizou o aborto da menina de 10 anos estuprada pelo tio. Naquela ocasião, explicamos que a decisão da Casa apenas servia para esconder a política de capitulação da esquerda perante a extrema-direita. Afinal, a esquerda pequeno-burguesa não enfrentou os fascistas nas ruas, deixando o caminho livre para que novos ataques acontecessem.

Os “voto de aplauso” foi apenas mais um gesto de demagogia. Conforme o próprio Olímpio Moraes relatou em entrevista à Causa Operária TV, ele e a equipe médica do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM-UPE) tiveram de enfrentar sozinhos a extrema-direita que tentou invadir o hospital. Aplaudir depois que tudo aconteceu é apenas uma demonstração de cinismo.

Em segundo lugar, é destacamos que foi uma ampla maioria que aprovou o “voto de aplauso”. Isto é, a direita e até mesmo setores mais ligados à extrema-direita não se incomodaram em aplaudir o médico. Para a direita, aplaudir as suas vítimas depois do ataque não é um problema de fato. Por direita, digo os setores que apoiaram o golpe de 2016 e que são abertamente contra o direito ao aborto.

Mas eis que, na última semana, a extrema-direita conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa (Alepe) um projeto que tem um efeito direto, concreto, na vida dos trabalhadores. A mesma direita “civilizada” que teria se solidarizado com os médicos do CISAM-UPE simplesmente aprovou uma lei que obriga os presidiários a pagarem pela tornozeleira eletrônica, proposta por deputados do DEM e do PP.

O pagamento das próprias despesas por parte dos presidiários é uma reivindicação antiga da extrema-direita fascista. No caso da tornozeleira eletrônica, servirá tanto para intimidar os presidiários que queiram migrar para o regime semi-aberto, como para atacar ainda mais duramente a população carcerária, tratada como lixo pelo regime político.

A Alepe e a Câmara dos Vereadores são exatamente isso que acabamos de ver: uma instituição para legalizar o avanço da extrema-direita no regime político. Diante disso, o único papel que resta a esquerda é o de denunciar as instituições e as eleições como uma fraude e o de mobilizar os trabalhadores pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

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