A ala militar e o centrão do governo

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O programa Análise Política da Semana é apresentado todos os sábados, a partir das 11h30, por Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), no canal Causa Operária TV e na Rádio Causa Operária.

É um momento de análise e de debate relacionados aos acontecimentos importantes que permeiam recentemente o cenário político nacional e internacional, com perguntas do público presente no Auditório Frederich Engels e pelos que acompanham a Análise Política pela internet. Além disso, constituiu-se, nos últimos anos, num meio de orientação para a esquerda em geral, para os movimentos sociais e para as organizações populares, que buscam clareza e direcionamento para a luta contra o avanço do Golpe de Estado no Brasil.

No dia 11 de maio, o companheiro Rui comentou sobre a atual tendência de aproximação entre o centrão e os militares e sobre como um governo formado por esses dois setores colocariam em risco os direitos democráticos da população, trazendo uma situação de forte repressão idêntica a que existia na Ditadura Militar. Com relação a esse assunto, segue o comentário conforme descrito abaixo:

“(…) Só para relembrar que o setor dos militares, embora não seja bolsonarista, é igualmente de direita. Se nós tivéssemos uma substituição do Bolsonaro por um governo que fosse de coligação entre os militares e o centrão, nós teríamos aqui um governo parecido com os governos da Ditadura Militar. Isso é para desfazer as fantasias e as ilusões que existem em torno dos militares. 

O governo militar era um governo em que predominava os militares, logicamente, porque o caráter do regime era um caráter bastante restrito e esses militares tinham uma coligação em que, secundariamente, figurava um conjunto de políticos tradicionais, que são os políticos que estão no centrão. Esses políticos tradicionais do centrão estão participando do governo do país, de diversas maneiras, há uns 70 anos. Praticamente, desde 1945: mais de 70 anos.

Então, neste momento, o centrão adquiriu uma fisionomia bastante direitista, mais parecida com a fisionomia que ele tinha na época da Ditadura. Os partidos que seriam, vamos dizer assim, da “esquerda” do centrão, como o PSDB e o PMDB, estão numa situação de crise, estão em baixa. É como a gente vê no caso do Rodrigo Maia, que dirige o Congresso Nacional e que é um elemento do DEM. E, portanto, uma coligação desses setores com os militares seria uma coligação um pouco menos dura, digamos assim, do que a que existia na época da Ditadura Militar. Mas dada a situação política que a gente vive no país, dada a inclinação geral do imperialismo, dadas as contradições internas da burguesia, isso daí evoluiria para a direita com uma enorme rapidez e acabaria constituindo um governo que seria igualmente repressivo como o governo Bolsonaro.”

Ouça o comentário completo no link abaixo: