CBF não tem uma política séria
O aumento da crise financeira por causa do Covid-19, mostra que a CBF não tem uma política para evitar demissões em massa e a redução dos salários.
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Futebol feminino, demissões em massa e redução de salário. Foto: reprodução Globo Esporte |

Desde março às atividades esportivas foram temporariamente paralisadas por causa da pandemia causado pelo Covid-19. Todas as modalidades, clubes, masculinos e femininos, jogadores(a) e funcionários estão sem exercer suas funções.

Se o futebol masculino sofre uma grande crise financeira aprofundada pelo novo coronavírus é ainda muito pior no feminino. Em primeira mão a CBF mandou um pequeno “auxílio emergencial” para clubes femininos da A1 e A2 com a finalidade de ajudar nos salários dos funcionários e jogadoras.

Essa tal “ajuda” não foi o suficiente para cobrir ou amortecer a folha salarial dos clubes, outros, nem se quer repassaram o dinheiro para as atletas, foram 7 das 52 equipes, conforme Diário Causa Operária mostrou em sua matéria no mês passado, CBF não tem uma política séria para defender as jogadoras que são oriundas da classe operária.

A visualização do futebol masculino é muito superior do que das meninas, sem valorização e sem recursos dos grandes capitalistas e rede Globo, controladora de quem deve ou não deve receber recursos, se tornando a verdadeira sócia da CBF, controlando a instituição por detrás das câmeras, mostra que a corda sempre quebra para o lado mais fraco.

O abandono da categoria, pelos meios de comunicação, televisão, rádio etc, também da própria CBF, acarreta demissões em massa das jogadoras, congelamento e cortes de salários, relembrando que temos centenas de jogadoras sem salário, apenas uma ajuda de custo para comer e transporte.

Existem clubes que estão sem pagar as atletas desde o ano passado. As jogadoras do Vitória, denunciam seus salários atrasados, relato abaixo foi de uma das atletas que concedeu para o site do “Globo Esporte”, publicado dia (20), porém atleta pediu para não ser registrado seu nome com medo de uma represália dos empresários capitalistas do clube.

– Há atletas no clube que não recebem salários deste agosto de 2019. As mesmas se encontram no departamento médico do clube, sem contar que tem uma atleta com quase um ano de espera para fazer a cirurgia e nada de resposta do Esporte Clube Vitória, sem cirurgia e sem salário, o que é um absurdo! No elenco atual, anunciado como equipe sub-17, nenhuma atleta recebeu qualquer ajuda financeira do clube, nem sequer passagens para treinar. Sobre a ajuda destinada pela CBF, nenhuma atleta recebeu esta ajuda, o único contato que fizeram foi pedir as contas das meninas, porém, até esta data não foi depositado qualquer valor. Descaso total. Situação feia e muito triste de se vivenciar, é totalmente desanimador. Deixar suas casas em busca de um sonho e se deparar com um pesadelo deste é uma sensação terrível e angustiante –, afirmou a jogadora que complementou que sofre sérios problemas até com alimentação.

Dispensas e Cortes

Dos clubes da primeira divisão que são 16, seis deles cortaram salários e dispensaram atletas. O Corinthians cortou em 25% dos salário de todos os funcionários e assim foi com Inter e Grêmio. O time da vila belmiro, apenas cortou salário das jogadoras que ganham acima de 5 mil, porém não informou quantas atletas ganham ou estão com o salário reduzido, entre outros clubes.

A instituição “CBF” não tem uma política que se contrapõem ao ataque direto dos cartolas capitalistas causando a redução de salários e demissões em massa. Não existe uma fiscalização da parte da CBF para exigir o repasse direto para as jogadoras, primeiro o dinheiro é entregue nas mãos dos capitalistas que estão infiltrados dentro dos clubes, certamente não chegará nada para as atletas, instituição federativa deixa uma raposa para cuidar do galinheiro.

É preciso que as jogadoras se organizem para romper essa política, junto com os torcedores, exercendo uma grande mobilização. A instituições que comandam o futebol nacional, tanto masculino quanto feminino deve ser controlado pela massa popular que entende de verdade de futebol.

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