Abaixo as patentes, vacina já!
Os governos genocidas de Bolsonaro, Doria e Cia. estão submetendo o povo a um processo em que se encena uma vacinação que, de fato, não existe

Por: Redação do Diário Causa Operária

Após quase dois meses do início da vacinação no Brasil e quatro meses do início da vacinação no mundo apenas 4,5% da população brasileira já recebeu uma das doses da vacina de covid-19, enquanto isso o país bate recorde de mortes e contaminados quase que diariamente e se torna o epicentro da pandemia no mundo. Se analisássemos a realidade pela gigantesca propagando feita pela direita “cientifica” encabeçada por Dória no mês de janeiro, poderíamos até achar que metade da população estaria vacinada com as duas doses da vacina em dois meses, contudo se baseando na realidade material está mais que claro que a campanha de vacinação no Brasil é uma farsa total, o que torna os governantes golpistas, desde Bolsonaro aos prefeitos e governadores, verdadeiros genocidas.

De acordo com os números oficiais o Brasil já tem mais de 275.000 mortos pela covid-19, mas de acordo com estimativas conservadores esse número já passa dos 400.000 mil. Há três dias mais de 2 mil pessoas morrem a cada 24h, a média móvel de mortos bateu o recorde diariamente de sábado a sexta-feira subindo de 1455 para 1761, assim o país ultrapassou os EUA mesmo tendo 116 milhões de habitantes a menos. As tendências é que os mortos passem de 500 mil podendo chegar até mesmo a 1 milhão pelos números oficiais, é um massacre da população brasileira perpetrado pelos golpistas que tomaram o poder em 2016 e que para salvar os lucros dos capitalistas estão dispostos até a matar milhões.

A vacinação, que seria apenas uma entre muitas das medidas necessárias para o combate ao covid, foi usada de propaganda política da direita ligada ao principal setor da burguesia e do imperialismo encabeçada pelo governador João Doria. A campanha era opor Bolsonaro que seria um negacionista a Doria, que seria científico, mas analisando as políticas tomadas por ambos fica claro que quase não há diferença, o discurso difere um pouco mas a prática é a mesma, não investir nada em saúde e esmagar ainda mais a classe trabalhadora para salvar os capitalistas da crise. A oposição entre a extrema direita negacionista e a direita tradicional “científica” só existe na terra da propaganda, pois no terreno prático chega a ser difícil definir qual tem a pior política.

Contudo também não se pode cair na análise rasa de que todos são iguais, de fato existem diferenças entre os setores da direita. A direita tradicional é ligada diretamente ao imperialismo e é quem detêm mais força econômica e que protagonizou o golpe de Estado de 2016 contra a presidenta eleita Dilma, são eles os responsáveis por todos os males que vivem os trabalhadores brasileiros atualmente, incluindo o governo Bolsonaro. Ele só assumiu o poder em 2018 pois esses setores tradicionais ao destruírem completamente o país perderam totalmente qualquer resquício de popularidade o que tornou a extrema direita a única alternativa possível da burguesia para impedir o retorno da esquerda ao poder.

O ódio que a classe trabalhadora tem a esses setores da direta pode ser bem explicado com o próprio caso das vacinas e da pandemia como um todo. Bolsonaro pode não ter feito nada para combater o covid no Brasil, mas o que fez Dória? São Paulo que é o estado mais rico do país com mais recursos para combater a pandemia detêm o maior número de mortos, mais de 63 mil. No caso dos EUA que é o país mais rico do mundo e que tem o maior número de mortos, passando do meio milhão, todos atacaram duramente o fascista Trump que de fato é um dos culpados pelo genocídio dos trabalhadores norte-americanos. Já Doria, está em uma posição similar a Trump, é infinitas vezes menos atacado que o ex presidente dos EUA.

A direita tradicional recebeu a aura de “científica” pela imprensa burguesa que conseguiu convencer setores da classe média e da esquerda pequena burguesa de que eles tiverem algum combate a pandemia. Vejamos o caso das vacinas, em nenhum estado existe de fato uma plano de vacinação em massa imediato da população, todas as semanas são feitas promessas que não são cumpridas. Em seu discurso Lula lembrou bem que durante seu governo em três meses o Brasil vacinou 80 milhões, já nos dias de hoje em que de longe o maior problema do país é justamente a pandemia, em dois meses menos de 10 milhões foram vacinados. A “ciência” da direita esta submetida a ideologia da direita, ou seja, se são os trabalhadores morrendo isso não é um problema real a ser resolvido.

Nada pode se esperar dos governos golpistas no Brasil, a classe operária precisa ter uma alternativa própria, e o caminho desta é a mobilização. Para conquistar a quebra das patentes, a produção e vacinação em massa, o auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo, investimentos gigantescos na saúde etc. é preciso se inspirar no povo paraguaio, lá em um dia nas ruas derrubaram o ministro da saúde e colocaram o regime golpista em xeque, o governo que tinha vacinado menos de 10 mil pessoas prometeu imediatamente comprar um milhão de vacinas. O mesmo vale para o Brasil, apenas com o povo nas ruas o governo tomará alguma medida, mas para que haja um combate a altura do que é necessário no atual momento de crise, é preciso levar a mobilização adiante, derrubar o governo golpista de Bolsonaro e lutar por um governo dos trabalhadores, com Lula presidente.

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