81 anos da morte de Noel Rosa, poeta da Vila

NoelRosa

Nascido na rua Teodoro da Silva nº 130, no bairro carioca de Vila Isabel, foi o primeiro filho do comerciante Manuel de Medeiros Rosa e da professora Marta de Medeiros Rosa, Noel sendo filho de classe média estudou no Colégio São João Bento, apesar de muito inteligente não era aplicado nos estudos. Noel Rosa nasceu de um parto muito complicado, nasceu com hipoplasia o que pode ter gerado o desenvolvimento da mandíbula.

Na adolescência aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música e pela atenção que ela lhe mostrava, logo passou ao violão e tornou se a figura mais admirada da boemia carioca. Entrou para a faculdade de medicina em 1931, logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente ao artista. Ele passou por vários grupos musicais de samba regados em noitadas de cerveja.

Noel foi um grande compositor, em 1929 ele fez as suas primeiras composições. O sucesso so chega em 1930 com Minha Viola foi pro Céu, Com que Roupa eu Vou?, um samba bem humorado que canta se até hoje.
Vários intérpretes cantaram as suas canções como Araci de Almeida, Francisco Alves e Mário Reis.
Noel teve várias namoradas e foi amante de várias mulheres casadas. Casou-se em 1934 com uma moça da alta sociedade de nome Lindaura.

Apesar de ter afeto e carinho pela esposa, ele era apaixonado por Ceci, apelidada de Juraci uma prostituta de cabaré e sua amante de longa data. Sua paixão era tão grande que fez a canção Dama do Cabaré em homenagem a ela. Noel tinha tanta paixão por Ceci que tinha vontade de tira-la do cabaré e casar se com ela, so que o fato seria um escândalo, ficaram apenas na vida de amantes.

O ciúme doentio de Noel por Ceci fez o relacionamento acabar, mas ficaram ente idas e vindas, até se afastarem de vez.

Tuberculose e morte

Em depressão por esta separação, Noel passou anos seguintes a travar uma batalha com uma doença na época incurável a tuberculose, fruto de noitadas, bebedeiras etc. A vida boêmia era irresistível para o artista, sempre cercado por mulheres, a maioria amantes. Mudou se com a esposa para Belo Horizonte, para tratar do seu problema pulmonar, ainda inicial e não transmissível pelo ar. Esta época era um peso e uma vergonha para a mulher e para salvar seu casamento, pois nesta época já estava gostando da mulher quando ela ameaçava se separar.

Ela não suportava as traições, mas uma separação era uma vergonha para a mulher naquela época e também queria salvar seu casamento. Mesmo sem planejar Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto espontâneo no meio da sua gestação. Teve complicações no útero ai não pode mais ter filhos o que a deixou muito revoltada e deprimida.

Da capital mineira escreveu a seu médico Dr Graça Melo “á apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro”.

De volta ao Rio, sentindo-se bem melhor, parou com as medicações, e jurou estar curado, mas poucos dias depois adoeceu fortemente, não conseguindo mais se alimentar e nem levantar da cama, e faleceu repentinamente em sua casa, no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia há alguns anos. Deixou sua esposa viúva e desesperada. Lindaura, sua mulher, e Dona Martha, sua mãe, cuidaram de Noel até o fim. Seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério do Caju no Rio de Janeiro.