Direitos das mulheres
Seguindo o genocídio, Bolsonaro não apresenta qualquer política para atender gestantes e seus filhos na pandemia, prejudicando as futuras gerações do país
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Maternidade do Hospital Ruth Cardoso em Balneário Camboriú | Foto: Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú/Flickr

Além de ser o país com maior número de profissionais da saúde mortos pelo coronavírus, o Brasil também bate o recorde mundial no número de óbitos de gestantes que perderam a vida para a doença. De cada 10 grávidas que faleceram ao redor do mundo devido à infecção do coronavírus, oito eram brasileiras.

Oficialmente, o país registra 200 mortes de gestantes e mulheres no período pós-parto, das quais a maioria é de mulheres negras, segundo apurou a Comissão Externa especial da Câmara dos Deputados.

Dados do Grupo Brasileiro de Estudos de Covid-19 e Gestação, criado pela Universidade Federal de Santa Catarinaque, indica ainda uma piora no quadro das gestantes da raça negra em decorrência dessas contaminações. Enquanto 30% das grávidas internadas com saturação de oxigênio baixa são brancas, as negras representam mais de 50% do total, mostrando que estas mulheres são hospitalizadas em condições piores, com maior dificuldade em acessar serviços de saúde adequados.

Assim como ocorre no tratamento geral do problema, o governo de Jair Bolsonaro não dispõe de qualquer campanha ou política para respaldar ou atender as mulheres gestantes durante estes meses de pandemia. Não se fala em prevenção, nem combate à doença. Não há testes, triagem, isolamento supervisionado, regionalização das contaminações e óbitos, atendimento especializado, nada.

Todo mundo já percebeu que o direito público à saúde previsto na Constituição Federal virou letra morta e vem sendo sistematicamente violado tanto pela extrema direita quanto pela direita civilizada, do PSDB, DEM, NOVO, etc.

As pessoas mais vulneráveis, geralmente pertencentes ao grupo de risco, como as gestantes e mulheres no período pós-parto, acabam sendo as mais afetadas pela ausência de Estado em épocas de proliferação de doenças, daí a tendência de que o número de mortes de gestantes piore bastante.

É preciso e urgente que o povo se mobilize para derrubar o governo genocida de Bolsonaro, e não apenas crie expectativa de trocar ministros ou mudar o voto nas eleições municipais. O ideal destrutivo vem de cima, da esfera federal, e não vai mudar enquanto não houver luta das classes afetadas.

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