8 de março, trabalhadoras lutam pelo Fora Bolsonaro

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Uma questão fundamental nesses atos de 8 de março é que o público era pelo fora Bolsonaro, já os organizadores não queriam falar fora Bolsonaro, na verdade, eram contra falar essa palavra de ordem.

Em primeiro lugar é preciso escolher: ou sai o bolsonaro, ou cai o povo brasileiro. Bolsonaro vai levar o país a uma devastação. Nenhuma pessoa pode defender esse governo sob o ponto de vista de democrático. Um regime político só se justifica se ele desse a população o direito de sobreviver. O governo bolsonaro é um governo de guerra contra o povo.

Então, o normal é que se peça que o governo saia. Governo produto dos militares, do estrangulamento do STF, etc. Fora bolsonaro é a palavra de ordem do momento. Se alguém tinha dúvida disso, o Carnaval dissipou essas dúvidas. Não tem que esperar as eleições, é preciso botar abaixo o governo antes que ele acabe com o país.

Esse dia, 8 de março, é uma criação da luta dos partidos revolucionários da época. É uma criação do comunismo. No país inteiro houveram atos pelo dia internacional. Os atos foram extremamente minoritários. Tem muito falatório, tese acadêmica, mas na hora de uma mobilização de um dia particularmente importante, não acontece nada.
Foram atos que reuniram no máximo 20 mil pessoas no Brasil inteiro, isso em um momento de ataques contras as mulheres feitos pelo governo golpistas.

O PCO participou de 20 atos em 20 capitais, mas só conseguiu falar no carro de som em apenas três atos. Tem a política apartidária da organização, bolsonarista, “meu partido é meu país”, de que partido é ruim, etc. E em outros locais não deixaram o PCO falar porque não querem ouvir o que o PCO tem a dizer.

Tiveram atos que participaram partidos golpistas. O PSOL por exemplo, através de Marcelo Freixo, disse que a Liberdade de Lula não unifica, ou seja, não queriam que o PCO fosse lá lutar pela liberdade de lula, pelo fora Bolsonaro. Quando se fala em unificação da esquerda é preciso pensar nisso. Quando os atos são pequenos é porque eles partem dessa premissa, não da luta contra a extrema direita, contra o golpe de Estado. Se não se defende a liberdade de lula, o que está sendo defendido?