8 de março em Salvador: “fora Bolsonaro” e “liberdade para Lula” presentes

faixa pco

Nesse 8 de março em Salvador (BA) foi realizada a Marcha das Mulheres: Vivas, Livres e Resistentes!, na qual se reuniram várias organizações e coletivos de esquerda, incluindo o PCO, que além de levar uma faixa com as palavras de ordem “Liberdade para Lula” e “Fora Bolsonaro”, distribuiu panfletos do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo.

O percurso começou na Praça da Sé e foi até o Campo Grande. As ruas ficaram lotadas até o final do percurso, os carros de som alternavam entre músicas e palavras de ordem, permitindo que manifestantes de diversos coletivos discursassem para a multidão. Os discursos exigiam igualdade salarial, direito ao aborto, fim da violência contra a mulher, dentre outros. Junto com essas reivindicações, também foi levantada por as palavras de ordem “liberdade para Lula” e “fora Bolsonaro”, sendo acompanhada com entusiasmo pelo público.

Faixas e cartazes se misturavam pelas ruas com protestos contra Bolsonaro, o fascista que foi eleito através de eleições fraudadas e contra a reforma da Previdência proposta pelo golpista que quer que o trabalhador não se aposente e trabalhe até morrer. Havia também cartazes que pediam a liberdade de Lula, reconhecido pelos manifestantes como um preso político.

Uma enorme bandeira homenageava Marielle Franco, vereadora do RJ assassinada no dia 14 de março de 2018 junto com seu motorista, Anderson Gomes, um homicídio, ao que tudo indica, com envolvimento das milícias cariocas.

O 8 de março tem sua inspiração na greve das operárias nova iorquinas em 1857 por, entre outras reivindicações, melhores condições de trabalho, sendo sua 1° comemoração organizada pelo secretariado feminino da II Internacional no dia 19 de março de 1911, fazendo mulheres de vários países irem às ruas e reunindo, no total, 1 milhão de pessoas. Uma semana depois das mobilizações ocorreu um incêndio na fábrica Triangle, em Nova Iorque, que matou 140 operárias têxteis, comprovando as péssimas condições de trabalho que foram denunciadas dias antes.

Na revolução russa a data foi transformada em um feriado comunista. Após a revolução as mulheres conquistaram o direito pleno de aborto gratuito pelo sistema de saúde pública, igualdade jurídica entre homens e mulheres e separação sem mediação do Estado. A partir da metade do século 20 o imperialismo adaptou-se à essa conquista operária, procurando apagar suas origem revolucionária e transformou o 8 de março em mais um instrumento da política imperialista de ataque às mulheres, encoberta com discursos e campanhas demagógicas sobre os “direitos da mulher”.

Em Salvador, tanto no carnaval quanto no dia internacional da mulher, a insatisfação com o governo Bolsonaro demonstrou ser gigantesca, assim como a consciência do povo de que Lula é um preso político. A impopularidade do governo é imensa e indica que a tendência de um enfrentamento popular com o governo está aumentando a cada dia. Por isso as palavras de ordem “fora Bolsonaro” e “liberdade para Lula” precisam continuar presentes em todas as manifestações populares até que os trabalhadores derrubem esse governo que é inimigo do povo, dos trabalhadores e em especial da mulher.

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