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79 anos da morte do grande líder revolucionário Leon Trótski
Leon-Trotsky
79 anos da morte do grande líder revolucionário Leon Trótski
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Há 79 anos, no dia 20 de agosto de 1940, morria Liev Davidovich Bronstein, conhecido em todo o mundo como Leon

Trótski,  assassinado na cidade de Coyoacan (México) por um agente stalinista, da GPU (polícia secreta russa), Ramon Mercader.

Nascido em 7 de novembro de 1879, Trótski tinha apenas 60 anos quando de sua morte e já estava há mais de 11 anos

vagando pelo Mundo depois de ser expulso da URSS que ajudou a fundar, pela burocracia stalinista que conduziu a vitoriosa Revolução Russas de 1917, pelos caminhos do retrocesso.

Líder da Revolução ao lado de Vladimir Lênin, Trótski além de ser um dos principais membros da direção do Partido Bolchevique, ocupava a presidência do Conselho de Operários e Soldados de Petrogrado, então, a principal cidade russa. Foi o principal responsável pela vitória bolchevique na Guerra Civil Russa (1918 – 1922), quando comandou o Exército Vermelho que derrotou a invasão da Rússia revolucionária por 14 países.

Ainda bem jovem envolveu-se com grupos revolucionários na Rússia, e ainda em 1897, aos 18 anos, foi preso pelo regime czarista em função da participação em movimentos social

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democratas, permanecendo preso por dois anos. Em 1900, foi deportado para a Sibéria em 1900, de onde fugiu em 1902 indo morar em Londres. Em 1905, volta para a Rússia, em plena onda revolucionária e ajuda a criar o Soviete de Petrogrado, do qual vai ser eleito presidente. Em 1906, é preso novamente e deportado. Só retorna à Rússia, de forma definitiva em 1917, em meio à mobilização revolucionária que que derrubou o czarismo. Junto com Lênin vai dar a batalha contra a política de colaboração com o governo provisório e organizar a luta pela tomada do poder pelos sovietes, sob a direção do Partido Bolchevique.

Entre 1918 e 1921 atuou como Comissário do Povo para a Guerra. Foi responsável pela negociação do tratado que retirou a Rússia da Primeira Guerra Mundial.

Com a morte de Lênin e o isolamento da Revolução Russa em nível internacional, que criaram as condições para o desenvolvimento da ala mais reacionária da burocracia soviética, sob o comando de Stálin, Tróstki que se opõe ao retrocesso político do regime e seus apoiadores, passam a ser perseguidos na Rússia e em todo o Mundo. Primeiro é banido da direção do PC, depois da própria URSS e vais ser perseguido em todo o mundo.

Diante do retrocesso da Revolução vai realizar aquele que ele mesmo considera ter sido o seu trabalho mais importante: atuar como um elemento fundamental de elo entre a velha geração de revolucionários que elaboraram a política revolucionária e conduziram a revolução no período mais revolucionário da histórica da humanidade, até os começo do século XX, que levou à vitória da primeira revolução operária no maior País do planeta.

Nessa missão liderou a Oposição de Esquerda no interior da URSS, primeiro, e depois – expulso do seu País e perseguido – lidera fundação da IV Internacional, partido da revolução mundial que aponta o programa da revolucão socialista dos dia atuais, visando mobilizar as massas em torno de reivindicações concretas, transitórias que sirvam como preparação para a tomada do poder pela única classe revolucionária da sociedade atual, a classe operária e suas organizações de luta, estabelecendo um governos dos que produzem a riqueza social, um governo dos operários e camponeses.

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Principal elaborador do marxismo do século XX, Trótski elabora teses fundamentais e vigentes até os dias atuais como a de que “as premissas objetivas da revolução proletária não apenas ‘amadureceram’, como já começam a ficar um tanto quanto ‘podres’ e que “sem uma revolução socialista… uma catástrofe ameaça a cultura da humanidade como um todo”. Em resumo, “a crise da humanidade reduz-se à crise da direção revolucionária”, plenamente confirmada pelos acontecimentos que se sucederam (II Guerra Mundial, guerras locais, revoluções, crise histórica do capitalismo etc.) e que mantém total atualidade. Uma etapa diante da qual o grande revolucionário estabelece que a tarefa central da atual etapa histórica “consiste em superar a contradição entre a maturidade das condições revolucionárias objetivas e a imaturidade do proletariado (a confusão e desilusão da velha geração, a falta de experiência da jovem”, Diante do que impõe como necessidade “encontra a ponte entre suas reivindicações atuais e o programa socialista da revolução”,

Destacam-se entre as suas obras:  A Guerra e a Internacional (1914), Literatura e Revolução (1924): As lições de Outubro (1924):  O triunfo de Stalin (1929); Minha Vida (1929); História da Revolução Russa (1930); A revolução permanente (1930), A Revolução Traída (1937)  e o Programa de Transição (1938).

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