Negros frente a seu genocídio
População negra frente o aprofundamento das política genocidas do estado. O coronavírus representa uma nova ferramenta de extermínio da população negra e indígena. Mobilizar a luta
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Mobilização negra deve levar à derrubada do Imperialismo e da burguesia racistas. | MULHERES NEGRAS COM A BANDEIRA DOS BLACK PANTHERS EM 1968. FOTO: PIRKLE JONES/RUTH-MARION BAROUCH

Diante da situação de pandemia do coronavírus a realidade da população negra se torna ainda mais catastrófica sob o comando desastroso e genocida do governo de Jair Bolsonaro. Com suas políticas abertamente racistas e de extermínio sustentadas por governos estaduais que o apoiam.

No Brasil mulheres e homens pretos, são a imagem representativa da classe operária brasileira. Esta constatação está muito distante de discursos vazios identitaristas; uma vez que não se pode esconder o fato materialista histórico de que o sangue e a força de trabalho de homens e de mulheres de pele escura serviram de alicerce para acumulação primária. Alicerce este do sistema capitalista.

A exploração capitalista se alimentou e ainda se alimenta vorazmente da riqueza e da força laboral vinda dos países em que predomina a presença de pessoas de pele escura. É contra a América Latina ameríndia e Africa negra que o sistema capitalista mantém seu alvo racista muito bem direcionado.

O indivíduo de pele escura representa o maior número dos integrantes do exército de reserva que o capitalismo mantém propositalmente desempregado, para que possa impor o baixo valor na negociação desvantajosa de salários. Quando está presente no chão de fábrica, ou mesmo no setor terciário, o indivíduo negro tem menos possibilidade de ser promovido, porém está entre os primeiros candidatos à demissão sumária e agora no Brasil, mais frequentemente, sem qualquer expectativa de ressarcimento trabalhista.

A situação dos quilombos urbanos, que enfrentam desocupações pela força policial militar em plena pandemia e também o ataque contra a titulação de quilombos no meio rural, bem como de territórios e reservas indígenas; são demostrações de um estado fascista contra a população em situação de vulnerabilidade. Não se tratam de fatos recentes e continuam ocorrendo bem como as ações criminosas da PM endereçadas diretamente à juventude negra nas periferias das grandes cidades.

Durante a pandemia de coronavírus a população negra tem mais dificuldade em obter o próprio rendimento. Com uma significativa presença no setor informal e da prestação de serviço doméstico (muitas vezes, seus únicos meios de sobrevivência precária) um número muito grande de homens e de mulheres trabalhadores negros tiveram 73% de sua renda reduzida; segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, feita para a Central Única das Favelas (Cufa).

Quando mantido o emprego, a temerosa exposição ao vírus se dá pelo transporte abarrotado e pelas condições de insegurança sanitárias nas próprias empresas. É o caso dos Correios, do setor frigorífico e dos entregadores. Este último expressivamente confrontado pelas demandas de serviço durante a quarentena e absolutamente esquecido frente a qualquer nível de segurança trabalhista e de saúde. Com baixíssima remuneração e enfrentando até mesmo a fome durante o trabalho.

Este é o limite imposto pelo capitalismo decadente à classe operária e que já começa a esboçar sua ruptura através do aprendizado coletivo que leva amplos setores não sindicalizados à mobilização.

A formação de Conselhos Populares auto determinados, regulados sob a gestão da classe operária é o caminho definitivo e agregador de nossa luta frente ao racismo e à exploração corrosiva do imperialismo financeiro genocida.

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