72 horas contra o golpe: saiba onde os petroleiros estão parados

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Os trabalhadores do Sistema Petrobras, mais conhecidos como petroleiros, junto a diversos técnicos administrativos da empresa, amanheceram hoje, 31, em greve em todo o país contra o golpe de estado. Eles pedem a demissão imediata do servo dos imperialistas, o presidente da empresa, Pedro Parente, pela política de entrega da empresa, paralisando a produção pela metade e comprando combustíveis de fora, mesmo com toda nossa tecnologia e reserva imensa do Pré-sal.

A paralisação começou na madrugada de ontem, quarta-feira, com a suspensão das trocas de turnos nas refinarias e terminais, bem como a paralisação das atividades de prédios administrativos nas plataformas da Bacia de Campos, onde 25 unidades já estão no movimento.

Segundo os dados do site da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que encabeça e organiza os trabalhadores, suas bases de serviços estão da seguinte forma: 10 refinarias estão sem troca de turno, sendo elas, a Reman (AM), Lubnor (CE), Abreu e Lima (PE), Rlam (BA), Reduc (Duque de Caxias), Regap (MG), Replan (SP), Recap (SP), Repar (PR) e Refap (RS).

Já na Transpetro, a greve atinge os terminais do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, do Espírito Santo, do Amazonas, do Ceará, de Pernambuco, de Campos Elíseos (Duque de Caxias) e de Cabiúnas (Macaé).

No Rio Grande do Norte, os trabalhadores dos campos de produção terrestre do Alto do Rodrigues também aderiram à greve, assim como os petroleiros do Ativo Industrial de Guamaré e da Estação Coletora do Canto do Amaro.

Aderiram também à luta, os trabalhadores da Usina Termoelétrica Leonel Brizola, em Duque de Caxias, e os petroleiros das unidades de tratamento e processamento de gás natural (UPGNs e UTGCs) do Espírito Santo, onde os petroleiros da sede da Petrobrás, em Vitória, também se somaram ao movimento.

Em Santa Catarina, os trabalhadores do Edifício Administrativo da Transpetro de Joinville (Ediville) e dos terminais de Biguaçu (Teguaçu), São Francisco do Sul (Tefran) e de Itajaí (Tejaí) paralisaram as atividades e se deslocaram até o Terminal de Guaramirim (Temirim) para a realização de um ato conjunto na manhã desta quarta.

E mais, os trabalhadores da SIX, Superintendência de Industrialização de Xisto (PR), e das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) do Paraná e da Bahia.

O que vemos aqui é uma mobilização poderosa de uma categoria operária e combativa. E mesmo com ameaça de multa, primeiramente, de R$ 500 mil reais, que hoje subiu para R$ 2 milhões, os petroleiros sabem da importância de sua luta contra o golpe e avançam na organização de uma greve geral para derrotar o imperialismo que rouba nossas empresas.