7 postos-chave do regime que o golpe já entregou para os militares

Pouco a pouco, com a histeria da direita, e o silêncio de grande parte da esquerda, os militares tomam conta do regime político do nosso país. Desde o golpe, que também só aconteceu porque foi apoiado pelas Forças Armadas, a influência deles só cresce, e hoje já dominam quase que a totalidade dos órgãos repressivos do Estado. Confira abaixo uma lista com todos os cargos que já foram entregues nas mãos dos militares:

1) Gabinete de Segurança Institucional da Presidência

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O gabinete de Segurança Institucional da Presidência é o órgão responsável pela assessoria direta da Presidência da República nas questões militares e de segurança. Logo após consumado o golpe de 2016, Temer apontou o general Sérgio Etchegoyen para ocupar o cargo. De longa tradição golpista na família, com seu pai e tio acusados de estupros e assassinatos no período da ditadura militar, Etchegoyen não aconselha, mas efetivamente manda em Michel Temer. Pouco a pouco, todas as medidas de aprofundamento do envolvimento dos militares no regime político, passam pelo gabinete golpista, que além da enorme influência política, também passou a controlar o maior órgão de espionagem do Brasil, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

 

2)Funai

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Responsável por cuidar das políticas públicas em relação aos povos indígenas, a Funai (Fundação Nacional do Índio) é vinculada ao Ministério da Justiça e já desempenhou um papel forte no auxílio às comunidades que são constantemente massacradas nos rincões do Brasil. Após o golpe, foi nomeado o general do Exército Franklimberg Ribeiro de Freitas, para o extremo desagrado das lideranças indígenas, e para o contento do PSC, partido do Pastor Everaldo, que indicou o milico para o cargo. Durante todo o governo golpista, o que se viu foi um avanço dos latifundiários sobre os grupos indígenas. Massacres são constantes e, os que sobrevivem, ainda correm o risco de perder toda a sua identidade ao serem convertidos por grupos, que são cada vez mais numerosos, e atuam no sentido de “evangelizar” os índios.

 

3)Chefia de Gabinete da Casa Civil

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Um dos cargos mais próximos da Presidência, a chefia do Gabinete da Casa Civil também está na mão dos militares. O general Roberto Severo Ramos agora comanda a pasta. Anteriormente, ele já havia chefiado o Gabinete do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

 

 

 

 

 

4)Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro

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Com a intervenção militar no Rio de Janeiro, o estado já está praticamente controlado pelos militares. Oficialmente, quem comanda a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro é o general Richard Fernandez Nunes, que possui um currículo extenso nas Forças Armadas, e inclusive atuou como assessor militar e professor em West Point, a principal Academia Militar dos Estados Unidos.

 

 

5)Abin

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Principal órgão de espionagem do país, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) é comandada por Janér Tesch Hosken Alvarenga, que não é militar, mas construiu toda a sua carreira próximo desse setor, inclusive formando-se em cursos na Colômbia, nos Estados Unidos e em Israel. Desde 2016, após o golpe, foi decidida que a Abin iria responder diretamente ao Gabinete de Segurança Institucional, comandando pelo militar golpista Etchegoyen.

 

 

 

6)Polícia Federal

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Em mais uma queda de braço perdida por Temer no governo golpista, os militares, recentemente, conseguiram emplacar um chefe da Polícia Federal totalmente controlado por eles. Se trata de Rogério Galloro, delegado que está desde 1995 na PF e, entre 2011 e 2013, trabalhou em Washington, nos Estados Unidos, como adido da instituição. Ele também já atuou na Interpol na América Latina, mais um agente do imperialismo no governo brasileiro.

 

 

7)Ministério da Defesa

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Para completar, temos o primeiro Ministro da Defesa militar, depois de 20 anos. Quem ocupa o cargo é o general Joaquim Silva e Luna, que possui extensa formação no Exército, desde 1969, comandou cargos importantes na hierarquia militar e foi treinado, inclusive, em Israel.