7 fatos que revelam que Ciro Gomes faz parte do golpe

Presidential candidate Jair Bolsonaro of the Party for Socialism and Liberation (PSL) greets Ciro Gomes of the Democratic Labour party (PDT) before the television debate at the Rede TV studio in Osasco

A demagogia sempre foi o principal artifício dos aproveitadores, dos políticos profissionais e dos mercadores da fé. Enquanto o discurso pode, de fato, enganar os incautos, as ações se contradizem e, por fim, revela-se o verdadeiro caráter dos profissionais da política. A vocação arrivista de Ciro Gomes tem o levado à caminhos que – ao fim e ao cabo – derivam do seu prelúdio político. Se durante as eleições o suposto “esquerdista” se inquietava com a ilusória pretensão de tomar o lugar do PT. Já se percebe, portanto, que seu objetivo ulterior era sabotar a possibilidade de uma vitória da esquerda, a liquidação do PT, e a composição de uma frente com os golpistas.

Os atos falhos do “abutre” Ciro Gomes já não o permitem se esconder por detrás da carapuça esquerdista. Nesta terça-feira (1), após a não participação dos partidos de esquerda, como PT, PCdoB e PSOL na posse do golpista Jair Bolsonaro, o falastrão abriu mais uma vez a boca e disse: “Uma infantilidade, mais uma aberração dessa burocracia corrompida do PT e é um desastre”. Se há prova mais acabada de que Ciro Gomes não tem o mínimo interesse em lutar contra o regime, não a conhecemos? O fato é que Ciro está apto a dar o apoio necessário para que os golpistas surfem a onda do entreguismo, da destruição dos movimentos de esquerda, dos sindicatos e, por fim, dos partidos de esquerda.

A sabotagem e a tentativa de se alinhar aos interesses do regime que derrubou Dilma – através de um golpe, e que prendeu Lula – sem provas, já não resguarda seus limites e demonstra a mais pura sede em liquidar qualquer tentativa de mobilização em torno da liberdade de Lula e consequentemente – a luta contra o golpe. Enquanto o regime eleito pela fraude e totalmente antidemocrático, promete liquidar qualquer um que se apresente como entrave para a superexploração da força de trabalho, acumulação de capital pelo setor financeiro e, que se levante com alguma bandeira de esquerda, Gomes articula o jogo “democrático” com os partidos mais golpistas do cenário político nacional. Abaixo, elencamos sete motivos reveladores do caráter golpista de Ciro “Abutre” Gomes:

  1. Não mobilizou contra o impeachment e prisão de Lula; falou muito e nada fez.

Enquanto a presidenta Dilma Rousseff sofria os ataques da direita, Ciro Gomes nada fez. Como sempre, esbravejou dizendo que era um erro, mas nenhuma ação para impedir o processo foi tomada. Nenhuma mobilização em torno da presidenta Dilma – legitimamente eleita – foi feita. Onde estaria a defesa da democracia, Ciro?

  1. Lançou candidatura própria com propulsão da imprensa, ao invés de defender a candidatura do Lula.

Na tentativa de alçar voo e sentar na cadeira de presidente da república, Ciro ignorou o golpe, atraiu eleitores que acreditaram em seu repertório “esquerdista”, dividiu os votos do PT, e no final acabou fazendo um bom trabalho para a direita. Essa foi a tática do abutre. Ao invés de mobilizar contra o golpe, mesmo sabendo que Lula é quem deveria concorrer à presidência pelo PT, sabotou a esquerda ao tentar desenvolver seus planos de isolar o PT do cenário político e forjar uma esquerda “nacional desenvolvimentista”, despontando-se como um novo estadista. Não obstante, se lançou na corrida golpista, mesmo sabendo que sem Lula a eleição seria – uma completa fraude.

  1. Ataca o PT em todas as oportunidades que tem, em pleno golpe (“burocracia de corruptos”).

Não perde a chance de atacar o PT. A família Gomes, por sinal, tem demonstrado uma profusa frustração por ainda não ter liquidado o Partido dos Trabalhadores. Os irmãos Gomes sempre fazem o jogo da Direita. Ciro sempre coloca em primeiro plano, uma crítica que, afinal; só serve para levantar o moral da direita e anunciar a derrocada do PT. Se Ciro realmente quisesse reverter o golpe, a tática da crítica serviria muito bem se fosse direcionada para os golpistas; mas não! Ciro apenas serve aos seus senhores e ludibria os incautos através de palavrórios demagógicos e de sua falsa moral esquerdista.

  1. Seu partido votou pelo Impeachment e pela intervenção militar no Rio de Janeiro.

O PDT votou em peso pelo impedimento da presidenta – legitimamente eleita – Dilma Rousseff. Ciro foi incapaz de reconhecer os erros do PDT. Nesses momentos a crítica se conserva e prevalece o silêncio. A intervenção militar no Rio de Janeiro também contou com amplo apoio dos parlamentares do PDT. Ciro, novamente, nada tem a dizer contrariando a intervenção; apenas consente. Inclusive na época, chegou a elogiar os militares – ou seja, apoiou a intervenção militar.

  1. Critica a esquerda que não reconhece a fraude que colocou Bolsonaro no poder.

Mesmo quando tem a oportunidade de ficar calado, Ciro não se contenta; ao invés de aplaudir a atitude acertada da esquerda em – não participar da cerimônia de posse – do filisteu Jair Bolsonaro (PSL), se acomoda ao lado dos golpistas e repele a ação. Segundo o abutre, a atitude foi antidemocrática. O que seria democrático para o falastrão? Servi-los com caviar enquanto eles se esmeram em destruir toda a economia nacional, as organizações sindicais e os movimentos sociais de esquerda? Até quando o cinismo conseguirá encobrir os vacilos de Ciro e dificultar que se revele seu verdadeiro caráter?

  1. Faz elogios aos golpistas do PSDB e defende a Lava Jato.

Se uma frase de Maquiavel tivesse que ser escolhida para as dedicatórias de Ciro Gomes, essa seria: Aos amigos os favores, aos inimigos a lei. Embora essa lei seja forjada e manipulada de acordo com os interesses do golpistas, é essa mesma lei que o abutre insiste em adular. Enquanto sua camarilha tucana se esbanja das corrupções veladas pelos sicofantas de toga, resta à esquerda sentir na pele o que a ditadura do judiciário é capaz de fazer. Não são poucos os casos onde a justiça atropelou a constituição e serviu aos interesses do imperialismo. Quando o assunto é PT, todas as ações arbitrárias são bem-vindas, mas quando o caso é PSDB, Ciro rasga elogios. Isso fica claro com suas declarações sobre Geraldo Alckmin e Tasso Jereissati, ambos do PSDB.

  1. Criou uma oposição consentida para dar estabilidade ao governo Bolsonaro. 

O papel de Ciro Gomes na política nacional tem se desenrolado como um novelo de lã quando jogado no chão por um gato. As primeiras voltas ainda mantêm a sua conformidade, mas o desmanche é inevitável. Agora, Ciro tenta isolar o PT através de uma frente de oposição que, afinal, nada disso tem de fato. São os mesmos golpistas que ajudaram na empreitada golpista a derrubar Dilma e pôr em marcha o golpe. Os políticos profissionais, demagogos, os patifes mais conhecidos da velha política nacional agora se concentram na tarefa de fazer demagogia e, ninguém melhor que Ciro para encabeçar isso.

Na medida em que o golpe avança, seus vassalos se encarregam de fazer o trabalho de dificultar a superação do regime. A sabotagem sempre foi uma das principais artimanhas políticas para derrotar o inimigo. Enquanto no primeiro plano, os golpistas desenvolvem a política de extermínio da classe trabalhadora, seus aliados de segunda ordem ludibriam os confusos e incautos prolongando o sofrimento do povo. Essa tarefa já tem um feitor; e esse se satisfaz com os próprios objetivos de seu superior.