7 fatos que demonstram que Lula é um preso político

IMG_1467-1

 

 

 

 

 

“A repercussão da prisão na Europa não chegou a atingir a imagem de Lula. Os juristas europeus constataram que a condenação veio em um processo em que não foram garantidos os direitos dele e não existem provas que o incriminam. Condenar Lula a 12 anos é uma monstruosidade, esse é o pensamento dos juristas europeus”

(ex-primeiro-ministro italiano Massimo D’Alema)

Não se trata apenas de uma percepção ou de uma opinião, é uma constatação, Luis Inácio Lula da Silva, é um preso político. O Constituinte, Presidente da República por dois mandatos, que elegeu sua sucessora, Dilma Rousseff, um dos fundadores do maior partido de esquerda da América Latina, um dos maiores líderes políticos do mundo, tem sido perseguido, caluniado, envolvido numa trama de dimensões internacionais para produzir uma das maiores farsas jurídicas de que o mundo tem notícias para condenar um líder político, com bases populares.

 

     John Camaroff

 

A coisa é tão absurda que foram produzidas centenas de artigos, quase todos da pena de juristas, no Brasil e no mundo, mostrando como Lula era vítima de lawfare, palavra que, aliás, se popularizou muito no país graças ao ‘caso Lula’.  O professor John Camaroff, da Universidade de Havard, afirma que a Operação Lava Jato viola a lei para criar a ‘presunção de culpa’ do ex-presidente Lula.

Diante do que se conhece hoje, podemos enumerar pelo menos 7 (sete) pontos que comprovam que a prisão do ex-presidente Lula é uma prisão política:

Sem Provas e Muitas Ilegalidades

  1. Lula foi condenado sem provas. Essa é a mais básica regra em direito penal, ninguém pode ser condenado sem provas. No entanto, ajusta-se a norma para aceitar indícios, a palavra de corréus (que podem mentir, por não estarem sob juramento). Contra Lula, nenhuma prova foi apresentada, mas pesou sobre sua primeira condenação a palavra do co-réu Leo Pinheiro, que mentiu para tentar ser beneficiado em acordo de delação premiada;
  2. As supostas “provas” que foram incluídas no processo relativo ao famoso Triplex de Guarujá, não se sustentam, além de contarem com falsificação de documentos sobre as ‘reformas’, a já citada manifestação do co-réu Leo Pinheiro – que mentiu para tentar obter acordo de delação premiada e reduzir sua pena, grampos ilegais, mensagens de texto, dados filtrados para validar acusação, cerceamento da defesa em procedimentos ocultos, e o resto quase todo circunstancial e algumas obtidas de forma suspeita, senão sob ameaça.
  3. Lula foi preso antes do trânsito em julgado, o que é inconstitucional. O Supremo Tribunal Federal acelerou o julgamento de um recurso para ter uma manifestação favorável à prisão antes do trânsito em julgado, ou seja, enquanto ainda coubessem recursos a instâncias superiores. Tudo combinado para que a prisão de Lula fosse decretada quase que de imediato, após julgamento de recurso no TRF 4.

Com STF, Com FFAA e Tudo

 

4. Na véspera do julgamento de um habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula, em 03 de abril de 2018, o General Eduardo Villas Boas, Comandante do Exército, utilizou as redes sociais para ameaçar o STF, pelo que foi seguido de manifestações de outros oficiais e mesmo do juiz federal Marcelo Bretas. Em entrevista para a Folha de São Paulo, em 11 de novembro, o mesmo comandante admite ter interferido diretamente para impedir o STF de conceder habeas corpus ao ex-presidente Lula, porque estavam ‘no limite’.

 

Relações Promiscuas

5. A mulher do juiz responsável pelas ações contra Lula, Sérgio Moro, atua em escritório de advocacia que presta serviços ao PSDB, adversário político histórico do PT, e, portanto, parte interessada nos processos. Ficou claro também, com as acusações de um ex-advogado da Odebrecht, Tacla Duran, que um amigo de Sérgio Moro, Carlos Zucolotto Júnior –  e que já foi sócio da esposa do juiz, Rosangela Moro, usou de influência junto aos procuradores da Lava Jato para reduzir uma multa e ‘ganhar por fora’. No mínimo, há a suspeição de falta de isenção.

Tirar Lula das Eleições

  1. Além de se ter tirado o direito de Lula ser candidato, a despeito de manifestação do Comitê de Direitos Humanos da ONU, o conluio entre diversas instâncias do Judiciário retirou-lhe até mesmo o direito de votar. A juíza responsável pela execução cerceou seu direito ao voto, mas antes disso também retirou-lhe o direito de manifestação, de dar entrevistas. O TSE, por sua vez, fez todo o possível para retirar qualquer menção a Lula durante a campanha eleitoral. Ou seja, Lula não pode ser candidato, não pode falar, não pode ser visto, não pode ser citado, não tem garantidos seus direitos pois poderia influenciar a opinião popular na política.

Um Juiz Político.

7. Fica claro, agora mais que nunca, que Sérgio Moro prendeu Lula para eleger Bolsonaro, ou para eleger qualquer outro candidato de direita, e virar Ministro. Ainda durante o primeiro turno, Paulo Guedes, futuro ministro da fazenda do desgoverno Bolsonaro, sondou o juiz de Curitiba para o cargo de Ministro da Justiça. Lembrando que o juiz antes do início do período de campanha, liberou partes da delação de Antonio Palocci em que este afirma que Lula saberia de um esquema de corrupção para desviar verba da Petrobras para o PT. Mesmo sem provas e mesmo sendo considerada uma delação imprestável para o próprio juiz Moro.