7 de Dezembro de 1941, Pearl Harbour é bombardeado: pretexto dos norte-americanos para entrar na guerra

Pearl Harbor Anniversary

Neste 7 de dezembro completam-se 77 anos da entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial. Seu envolvimento nas hostilidades que já se desenrolavam principalmente na Europa e na Ásia foi o ataque a Pearl Harbor. A ação se consistiu em uma operação aeronaval contra a base estadunidense de Pearl Harbor, situada nas Ilhas Havaí e efetuada pela Marinha Imperial Japonesa na manhã de 7 de Dezembro de 1941. As baixas foram de 2.400 mortos entre civis e militares. A data ficou conhecida nos Estados Unidos como o “Dia da Infâmia” pois, segundo a história oficial, o ataque foi realizado de surpresa o que impossibilitou qualquer defesa.

A despeito da indignação oficial que perdura até hoje o governo ianque já estava ciente que o ataque ocorreria. Tinha inclusive conhecimento de detalhes como por exemplo a data provável do ataque. O presidente à época, Franklin Roosevelt, em conversa com seu Secretário de Guerra, Henry Stimson, falou do ataque e da sua data provável (na segunda-feira seguinte).

Em julho de 1941 os Estados Unidos a pretexto de retaliar a invasão da Indochina Francesa pelos japoneses congelou todos os bens dos japoneses nos Estados Unidos, no que foi seguido pela Grã Bretanha e pelas Índias Orientais Holandesas. Como resultado o Japão perdeu o acesso a três quartos do seu comércio exterior e a 88% do petróleo que importava. Suas reservas de petróleo eram suficientes para apenas três anos. O ataque japonês à base estadunidense foi uma resposta ao embargo. A inteligência ianque estava a par dos planos para a ação bélica japonesa e a informação foi repassada à presidência que se quedou inerte. O ataque se consumou e os Estados Unidos tiveram um pretexto para entrarem na guerra.

Para se lançar em guerras as democracias burguesas precisam do assentimento de suas populações as quais em última instância serão as pessoas que irão nela lutar e que por ela pagarão. Desse modo é necessário um motivo forte que desperte no povo um entusiasmo suficiente para que se disponham a sofrer as consequências de uma guerra. Na ausência de motivos reais por que não criá-los?

Os Estados Unidos como potência imperialista por excelência tem recorrido à invenção ou à provocação de pretextos para iniciar guerras pelo mundo afora:

Em 1915 um navio de passageiros saído dos Estados Unidos com destino à Inglaterra foi atacado (mas não afundado) pela marinha alemã pois transportava um carregamento de explosivos de nitrocelulose.

Em 1950 os Estados Unidos decidiram colocar a Coreia fora do “perímetro defensivo do Pacífico” o que deixaria que os conflitos naquele país fossem resolvidos no âmbitodas Nações Unidas. O governo da Coreia do Norte mordeu a isca e invadiu o sul. Seguiu-se a guerra que formalmente não terminou até hoje.

Em 1964 um destóier esradunidense em missão de guerra eletrônica ao largo da costa do Vietnam do Norte foi atacado pela marinha norte-vietnamita. Um segundo ataque se seguiu dois dias depois. Os dois fatos deram início à Guerra do Vietnam. Ocorre que o primeiro ataque sofrido pelo navio ianque se deu após este ter atacado um navio norte-vietnamita. O segundo jamais ocorreu, foi uma simples invenção.

Em 1967 quando já iniciada a Guerra dos Seis Dias um navio estadunidense em missão na costa do Egito sofreu um ataque da aviação israelense que afirmou pensar tratar-se de um navio egípcio. Mais tarde veio à tona que Israel sabia tratar-se de um navio dos Estados Unidos e que o ataque tinha como finalidade envolver aquele país na guerra de Israel contra os árabes.

Durante a Primeira Guerra do Golfo a divulção da falsa notícia de que o exército iraquiano estava tirando bebês de dentro de incubadoras em hospitais no Kwait foi usado commo pretexto pafra que os Estafos Unidos atacassem o Iraque. Em 2003 a falsa crença de que no Iraque existiam “armas de destruição em massa” foram a justificativa para que os Estados Unidos iniciassem a Segunda Guerra do Golfo.

A necessidade de guerra permanente deriva da necessidade que tem as corporações estadunidenses garantir seus lucros fantásticos. A persistência na invenção de mentiras e na encenação de provocações e também o progresso nas comunicações tem feito com que muita gente mundo afora passasse a ter consciência do que está por trás desses fatos. A propagação de toda a sorte de mentiras tem sido a melhor ferramenta do imperialismo para manter o mundo debaixo do seu tacão. Qualquer resistência se inicia com a procura da informação temperada com espírito crítico.