Crise na saúde
Com dinheiro em caixa, Bolsonaro assiste inerte, a possibilidade de uma nova onda de contágio ameaçar a vida de milhões de brasileiros
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Eduardo Pazuello, Ministro da Saúde. | Foto: José Dias

Segundo apurou a jornalista Mônica Bérgamo da Folha de S. Paulo, o Ministério da Saúde encontra dificuldades em aplicar os recursos de que dispões para o combate à pandemia de coronavírus, segundo a jornalista 66% de R$ 39 bilhões não foram gastos.

Os recursos deveriam ser destinados, por exemplo, para compra equipamentos e insumos hospitalares como respiradores, máscaras, e outros itens básicos, numa rubrica para a qual foi reservado R$ 11,4 bilhões, porém 75% deste valor segue sem destinação.

Apenas R$ 1,3 bilhão, ou cerca de 11% do total, forma empenhados, ou seja, há uma expectativa de desembolso ainda não realizada. No que tange a transferência para os estados, foram destinados R$ 10 bilhões, contudo 59% não foi repassado.

A dificuldade do governo em aplicar os recursos não se explica apenas pela falta de um plano eficaz para o combate à pandemia, ou pela incompetência dos militares que ocupam as posições de liderança no ministério, mas pela necessidade de estabelecer um uso ideológico do dinheiro público, impedindo por exemplo que as ações possam beneficiar, de alguma forma, adversários políticos.

Para o governo Bolsonaro, o problema principal da pandemia é o impacto causado pelo isolamento social para a economia. Isolamento este, ainda que parcial. O governo tem tratado as dezenas de milhares de mortes, como um efeito colateral de menor importância, como se fossem inevitáveis. Há inclusive quem sugira que o governo considera as “baixas” como benéficas a Previdência Social.

Enquanto o dinheiro repousa nos cofres, a retomada da atividade econômica inicia em todo o país sem nenhuma justificativa apoiada na redução dos casos de contágios, ou em outro argumento científico convincente. A possibilidade e um nova onda de contágio existe e só não é medida de forma adequada porque não há testagens em massa da população, o que agora sabemos, não ocorre por falta de recursos. Neste momento difícil para o povo brasileiro, o governo Bolsonaro só tem olhos para sua própria crise política, que se aprofunda cada vez mais a cada dia.

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