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Há 72 anos, entrava em produção na União Soviética o fuzil de assalto AK-47, criado pelo engenheiro militar russo Mikhail Kalashnikov, de quem herdaria o seu nome popular. A arma seria um símbolo não apenas do Exército Vermelho – que a adotaria – como também das lutas populares de resistência ao imperialismo em geral.

Totalmente automático, simples, confiável, o Kalashnikov pode ser fabricado usando métodos semi-industriais usuais em qualquer oficina mecânica de médio porte equipada de torno, permitindo o armamento de grupos de resistência armada nos mais profundos rincões do planeta. Seu sistema de gás de curso longo, suas folgas generosas entre as partes móveis e o projeto cônico do carregador mantém o fuzil em funcionamento mesmo em condições adversas e com grandes quantidades de incrustações.

Os fuzis de assalto – Sturmgewehr – foram uma invenção do exército alemão, que adotara a StG 44 na Segunda Guerra, combinando as características de uma carabina, uma submetralhadora e um fuzil automático numa única arma, aliando precisão, repetição e alcance. O Sturmgewehr 44 foi a base para o projeto de Kalashnikov vencedor de um concurso realizado em 1946 no Exército Vermelho: a Avtomat Kalashnikova.

Após desenvolvimento com protótipos, o modelo 1947 escolhido para fabricação e colocado em produção, sendo adotada pelas forças soviéticas e por todos os países do Pacto de Varsóvia, tendo sido produzida também em diversos deles – incluindo China, Bulgária, Hungria, Coreia do Norte – e também em países alinhados ao Ocidente, como a Índia.

Mesmo tendo incorporado diversas adaptações e melhorias ao longo do tempo, a base do projeto segue sendo a mesma até hoje. Estima-se que mais de 90 milhões de Kalashnikovs tenham sido produzidas industrialmente em seus mais de 70 anos de história, complementadas por mais de 10 milhões de unidades produzidas semi-artesanalmente. Segundo estimativa do Banco Mundial, do total de 500 milhões de armas de fogo disponíveis no mundo, uma quinta parte são Kalashnikovs.

Bandeira de Moçambique

A Kalashnikov tornou-se um ícone da resistência dos países atrasados frente a ataques armados imperialistas. Foi usada amplamente em todos os continentes em importantes conflitos, como a Guerra do Vietnã, as guerras de independência de Moçambique, a Guerra do Golfo, a Guerra do Afeganistão ou a guerra da Síria. Seu perfil consta na bandeira de Moçambique, bem como nos brasões do Timor-Leste e na de Burkina-Faso. Consta ainda nas bandeiras do Hezbollah, da Resistência Síria, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e de diversas outras forças de resistência em todo o mundo.

Monumento a Kalashnikov em Moscou.

Onde quer que tenha sido adotada por forças revolucionárias, a Kalashnikov inspira histórias folclóricas e canções, incorporando-se a elementos da cultura local. Tal é o caso, por exemplo da novela Corazón de Kaláshnikov do mexicano Alejandro Páez Varela ou da hoje célebre canção Kalasnikov, composta pelo sérvio Goran Bregović em 1995 como parte da trilha sonora do filme Underground, de Emir Kusturica. Em 2004, foi inaugurado o Museu Kalashnikov em Izhevsk, na Rússia, e em 2017 foi erguido um momento no centro de Moscou a Mikhail Kalashnikov.

Prodígio tecnológico da era industrial, obra do engenho humano, a AK-47 é um símbolo do armamento revolucionário da população e de sua resistência à brutal opressão imposta pelo Imperialismo.

Bela…
Bela como um AK-47
Nas mãos de rebeldes
Martin Angor

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