“Diamante Negro”
Leônidas foi o primeiro ídolo de massas do futebol brasileiro
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A famosa bicicleta de Leônidas. | Reprodução.

Embora se esforce para esconder a importância do futebol brasileiro no mundo por meio de uma campanha que tenta convencer o povo a não valorizar os feitos do jogadores do Brasil durante todas as décadas de surgimento, consolidação e afirmação do futebol brasileiro como o melhor do mundo, fato é que estão no Brasil os maiores inventores quando o assunto é futebol arte.

Leônidas da Silva é um desses gênio da bola cujo povo brasileiro tem especialidade em criar. Nascido em 6 de setembro de 1913, o “Diamante Negro”, como foi chamado, é parte de uma época de ouro do futebol.

As conquistas das copas de 58, 62 e 70, à revelia de todo o esforço contrário dos países imperialistas, afirmam o Brasil como o melhor futebol do mundo e transformam a geração de Pelé, Garrincha e outros tantos craques como a imagem dessa arte criada pelos negros e trabalhadores brasileiros. Pouco antes, porém, a figura de Leônidas da Silva era nos gramados brasileiros a inspiração para os futuros campeões.

Leônidas foi gênio no momento em que o futebol brasileiro passava por seu período de consolidação. Quando se menciona seu nome, logo vem à mente a invenção da bicicleta. De fato, é ele considerado o inventor dessa jogada que exige muita criatividade, habilidade, o chamado tempo de bola; invenção que, até hoje, jogadores do mundo inteiro sonham em repetir.

Mas sua trajetória não se resumia à “bicicleta”. Leônidas era um craque, talvez o maior craque de sua geração. Foi ídolo de Pelé, o que já valeria para ele um lugar entre os gênios do esporte.

Leônidas, Friedenreich e Pelé

O futebol brasileiro, antes e durante a época de Leônidas, já produzia muitos craques que abriram caminho para o que o Brasil é hoje. O “Diamante Negro” provavelmente era a expressão maior de sua geração, assim como Arthur Friedenreich foi da sua. Quis o destino que Friedenreich morresse num mesmo dia 6 de setembro, no ano de 1969.

Leônidas também foi o primeiro grande ídolo produzido pelo futebol, que naquele momento já havia se tornado o fenômeno de massas que é hoje. Segundo o escrito Anatol Rosenfeld, Leônidas “era assediado para dar autógrafos na rua até pelas jovens das camadas sociais mais altas; seus retratos enchiam páginas inteiras de revistas,; com reclames de pasta de dente, inauguração de lojas, palestras, ele ganhou rios de dinheiro; se sua mãe estava sentada na tribuna de honra, ela era, a cada gol de seu filho, literalmente coberta de notas graúdas pelos torcedores ricos” (Negro, Macumba e Futebol, Anatol Rosenfeld).

Começou a carreira muito jovem no São Cristóvão, jogou no Vasco da Gama, Botafogo, Flamengo e Peñarol do Uruguai, apenas para citar alguns. Terminou sua carreira no jovem time do São Paulo, tornando-se um dos maiores ídolos do clube paulista, tendo conquistado os títulos paulista de 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949. Aposentou em 1950. Quando chegou no Tricolor Paulista, em 1942, foi responsável pelo recorde de público no Pacaembu, com 70 mil torcedores.

Leônidas foi um dos maiores artilheiros da Seleção Brasileira, com 37 gols em 37 jogos disputados. Participou das copas de 34 e 38, tendo sido artilheiro, 8 gols em 7 jogos, e eleito o melhor jogador desta última.

O Diamante Negro foi técnico do São Paulo entre 1950 e 1955 e posteriormente comentarista esportivo. Faleceu em 24 de janeiro de 2004.

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