Repressão “contra a COVID”
Em apenas três dias de toque de recolher no Estado foram detidas 55 pessoas e 35 autuadas, aumentando a repressão estatal sobre a população.
PM - Toque de recolher
Forte aparato policial utilizado como principal ferramenta de "combate à pandemia". | Foto por: Elói Corrêa/GOVBA
PM - Toque de recolher
Forte aparato policial utilizado como principal ferramenta de "combate à pandemia". | Foto por: Elói Corrêa/GOVBA

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou nesta segunda (22) que nos últimos dois dias, o primeiro final do toque de recolher determinado pelo governador Rui Costa (PT), 55 pessoas foram presas no Estado, sendo 20 dessas somente nas 7 horas entre as 22h de domingo e as 5h dessa segunda.

O órgão informou que as pessoas foram autuadas por “expor a vida ou saúde de outrem em perigo”, cfe art. 132 do decreto estadual, por “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”, artigo 268 e ainda por “desobedecer ordem legal de funcionário público” art. 330.

Nos dias anteriores já haviam sido detidas ou autuadas 35 pessoas, havendo registros em todo o Estado como em Salvador, Lauro de Freitas, Ibirapitanga, Alagoinhas, Vitória da Conquista e Aracatu.

A prefeitura de Salvador ainda informou que na cidade houve, no final de semana, 20 estabelecimentos comerciais interditados e 11 “aglomerações” dispersadas.

Ainda no domingo (21), Rui Costa determinou a ampliação do toque de recolher, antecipando o horário de início da medida de 22h para 20 horas, sendo que bares e restaurantes devem fechar às 18h e entregas em domicílio podem ocorrer até às 23 horas. O argumento do governador foi o aumento substancial dos casos em praticamente todo o Estado, e a saturação da ocupação dos leitos de UTI, no Estado em superou os 80% e em várias cidades como Feira de Santana e Conquista e a rede privada de Salvador, atingiram o limite máximo de 100%.

Resta saber quais serão as mediadas para proteger o trabalhador da contaminação no transporte público e nos locais de trabalho.

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