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COMANDO DE GREVE

Bloco Vermelho conquistou as ruas do Rio de Janeiro

As vítimas do fique em casa

500 mil mortos: de que adiantou os sindicatos fechados?

Governo e patrões responsáveis pela hecatombe no país contaram com a politica do pijama das direções sindicais

Covas prontas para mais mortos por Covid-19 – Reprodução

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Utilizando-se da fórmula do “fique em casa”, imposta pela burguesia, orientada pelo imperialismo mundial através da Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto os trabalhadores continuavam em sua labuta diária, as direções sindicais do movimento operário se adaptaram a essa política e o resultado da conta está apresentada nos números divulgados na última terça-feira (22) quando foi ultrapassado a marca de 18 milhões de contaminados. No último dia 19, também foi atingida a marca de meio milhão de mortos pelo coronavírus, segundo números oficiais. Se se somar a subnotificação, o que é comumente utilizado pelos patrões em relação aos acidentes e doenças ocupacionais, também é prática comum no governo golpista de bolsonaro teremos dados ainda mais assustadores do que os aqui apresentados.

Em todos os setores, desde a indústria, comércio, serviços, hospitais etc. sejam públicos ou privados, os trabalhadores tiveram enormes perdas de vidas, não obstante, todos os contaminados, sem exceção sofrem com as seqüelas, devido ao total descaso dos governos genocidas, federal, estaduais e municipais, bem como os patrões em seu conjunto.

A cumplicidade entre governos e patrões eram bastante evidentes, tanto é que, desde o início da pandemia e até hoje há uma carência enorme de insumos de proteção e segurança dos trabalhadores. No começo, em março, até o final de dezembro, apesar do crescimento exponencial da contaminação e morte, faltavam máscaras, álcool em gel, testes, além da falta de distanciamento nos locais de trabalho e nos transportes públicos. Os profissionais de saúde sofriam do mesmo descaso dos governantes.

As testagens que deveriam ter sido realizadas nas fábricas, nos comércios e todos os demais setores industriais e de serviços também não aconteceu.

Número de contaminados e mortos nos frigoríficos

Um dos setores que mais tiveram casos de coronavírus registrados foram o da saúde e da alimentação. Um artigo da CUT de março de 2021, mostra que os profissionais de enfermagem, somente no Brasil, foram de 23% em relação aos demais países do mundo. Na alimentação, onde, a partir de setembro, a imprensa golpista diz em artigos que houve um paro nos casos de coronavírus nos frigoríficos, no entanto, esse setor industrial chegou a mais de 250 mil trabalhadores contaminados. Em uma cidade do Rio Grande do Sul, por exemplo, havia mais trabalhadores de um frigorífico contaminados do que o conjunto da população contaminada da cidade inteira. Vários outros setores tiveram situações muito parecidas.

Onde estavam os representantes dos trabalhadores

Desde o começo da pandemia, burocratas sindicais deixaram os trabalhadores na mão, se formos enumerar o montante de pelegos que, com a desculpa da pandemia, abstiveram de toda e qualquer luta. Desta forma, os patrões se aproveitaram para passar o facão no pescoço dos trabalhadores. O governo de Bolsonaro, para aliviar a situação dos capitalistas, além de agracia-los com mais de R$ 1.3 trilhões, criou uma Medida Provisória de número 936/2020 que rebaixou os salários, suspendeu contrato de trabalho e ainda por cima mantiveram as portas abertas aos patrões para que pudessem demitir os trabalhadores.

Um desses casos foi o da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), onde os trabalhadores têm como representantes, no SindmetalSJC, a CSP-conlutas, do PSTU.  Enquanto os trabalhadores estavam trabalhando, esses burocratas ficavam em casa, brincando no computador e, através de lives no Facebook, Youtube realizavam “assembleias”. Eles não só aprovaram a famigerada MP 936, com a desculpa estapafúrdia de que os patrões não queriam. Essa capitulação resultou que mais de 4 mil trabalhadores foram demitidos. No entanto, a lista de demitidos no país não para por aí.

Os bancários demitiram cerca de 20 mil trabalhadores.

Somente no mês de março de 2020, pós pandemia e a primeira quinzena de abril do mesmo ano foram demitidos mais de um milhão de trabalhadores.

O ano de 2021 começou com mais de 125 mil trabalhadores da Ford demitidos e outras tantas do setor automobilístico e o contingente de trabalhadores demitidos vem aumentando cada vez mais.

Não bastasse o sucateamento e destruição do parque industrial do País, o governo vem se preparando para tirar todo o patrimônio do povo brasileiro, esses burocratas ainda estão de pijama, alguns só prestaram para irem a gabinetes no Congresso para “fazerem pressão” junto aos parlamentares e viram o tamanho do resultado que obtiveram, ou seja, a Eletrobrás pode a qualquer momento passar para as mãos dos capitalistas internacionais.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos vai para o mesmo caminho. Caso os burocratas sindicais dos Correios continuem de pijama, debaixo da cama, em atitude puramente demagógica, com a política inócua de fazer a famosa pressão junto aos deputados e senadores, cuja sua maioria está ávida para entregar, junto com Bolsonaro, o capacho do imperialismo, principalmente o norte-americano todas as estatais do País.

É preciso sair debaixo da cama, guardar o pijama no armário e ir às portas das fábricas fazer agitação, convocar reuniões e assembleias, mobilizar as bases sindicais para a luta. Enfim, é preciso fazer aquilo pelo qual foram eleitos por suas bases: defender os trabalhadores.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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