5 motivos para ir à Conferência Aberta contra o Golpe dia 21 de julho

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No final de semana dos dias 21 e 22 de julho de 2018, será realizada em São Paulo a Conferência Nacional Aberta de Luta contra o Golpe. Centenas de comitês de luta de todo o país se encontrarão para discutir os rumos das mobilizações populares contra os ataques golpistas, pela liberdade de Lula e pelo seu direito de concorrer à Presidência da República.

Precisa de um motivo a mais para ir? Nós listamos 5! Vamos lá, companheiros?

1. É preciso acabar com o golpe antes que ele acabe com o Brasil

O golpe em curso no Brasil teve seus passos decisivos no impeachment fraudulento da presidente legitimamente eleita Dilma Rousseff em 2016 e na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não se resume a isso.

Na verdade, o golpe é parte de uma ataque internacional do imperialismo contra a classe trabalhadora de todo o mundo, e mais especificamente contra a economia dos países chamados periféricos e sua economia. Golpes similares foram gestados na Primavera Árabe, no Paraguai, Equador e Honduras – além dos constantes ataques ao governo nacionalista da Venezuela.

Para conter a crise capitalista global, os golpistas tornarão o país numa verdadeira terra arrasada: ausência total de direitos trabalhistas, indústria e tecnologia destruídas, privatização de todos os serviços sociais, redução do Brasil à sua velha condição de fornecedor de matérias primas e mão-de-obra e consumidor de produtos industrializados: uma colônia. Por isso, ou derrotamos o golpe ou os golpistas destroem o país.

2. É preciso reunir militantes de todo o país para combater a direita

Os atos locais de luta contra o golpe ocorridos nos últimos anos, por maiores que tenham sido, não se comparam à capacidade de pressão de manifestações nacionais unificadas. Exemplos disso foram o Ocupa Brasília de 31 de maio de 2017 (com quase cem mil manifestantes) ou o ato contra a prisão de Lula, em Porto Alegre, em 23 de janeiro de 2018 (com vinte e cinco mil pessoas).

É preciso, realizar trabalho de base local, mobilizar a população em torno a ações concretas de luta contra o golpe, criar comitês locais, setoriais, nos bairros, escolas, fábricas. Mas também é necessário dar um sentido de conjunto desse movimento para além das pautas específicas. Para derrotar o golpe, é preciso organizar atos nacionais e uma greve geral. Isso só pode ser articulado reunindo-se militantes de todo o país.

3. Temos que acabar com a confusão e unificar a esquerda em defesa de Lula

Diversos setores da esquerda debatem-se numa confusão que impede sua unificação. Antes de 2016, por exemplo, parte da esquerda voltou-se contra o governo de Dilma e apoiou o golpe, enquanto outra parte acreditava que a direita não seria capaz de dar o golpe. Outras confusões se seguiram, como o lançamento da campanha pelas Diretas já há um ano – uma palavra de ordem inócua pelos prazos que restavam – ou, no mesmo sentido, a crença no processo eleitoral conduzido pelos golpistas em 2018 como um fenômeno político capaz de derrotar o golpe por si.

A prisão de Lula e a iminência do impedimento de sua candidatura mostram tanto que os golpistas não estão dispostos a entregar as eleições para a esquerda, como também que há uma tendência à criminalização das lideranças e organizações populares. Não há eleições legítimas sem mobilização popular. Não há crença possível nas instituições de conjunto e no judiciário em particular para que Lula tenha um julgamento justo.

As eleições de 2018 só terão legitimidade se uma ampla mobilização popular for capaz forçar a liberdade para Lula e a sua candidatura à Presidência da República. Tal mobilização só será possível com uma poderosa articulação nacional entre os grupos que lutam contra o golpe.

4. Sem Plano “B”

Somente Lula tem poder capaz de forçar uma vitória da esquerda nas ruas e nas urnas. O ex-presidente é amplamente conhecido pela população, é uma liderança popular real, para além do próprio Partido dos Trabalhadores. Foi sabendo disso que os golpistas apressaram-se em prender Lula. Se já era previsível que um processo eleitoral conduzido pelos golpistas seria fraudulento, as eleições sem Lula representariam um claro processo de aprofundamento dos ataques à população: uma espécie de legitimação do golpe pelas urnas, capaz de torná-lo ainda mais brutal.

Por isso, é inadmissível a participação desse processo por lideranças que se dizem de esquerda. Na verdade, qualquer “Plano B” seria jogar o jogo dos golpistas e legitimar um processo em que o principal candidato está preso ilegalmente. É parte do golpe portanto.

Quer seja dentro, quer seja fora do PT, qualquer grupo ou liderança que se apresente como alternativa à candidatura de Lula está assumindo o lado do golpe. Está condenando Lula a apodrecer no cárcere e a população a afundar na miséria. Não há “Plano B” para a esquerda fora da mobilização popular que leve à candidatura de Lula. É Lula ou nada!

5. É preciso um programa para derrotar o golpe

Todo processo político popular bem-sucedido é fruto de ampla discussão e do estabelecimento de um eixo claro de luta, que fundamentem a elaboração de palavras-de-ordem capazes de mobilizar a população. Evita-se assim a confusão e a dispersão em pautas parciais inócuas.

Além disso, é preciso elaborar um plano nacional de lutas e campanhas nacionais capazes de levar a amplo conhecimento público esse programa. A discussão desses temas será feita justamente na Conferência Nacional Aberta de Luta contra o Golpe, com a sua presença e de seu comitê de luta!