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Nascido em San Juan del Río, no norte do México, José Doroteo Arango Arámbula, o comandante Pancho Villa, foi um dos mais célebres líderes da Revolução Mexicana do início do século 20. Pela revolução ou dentro da revolução, sua luta permanente seria contra os grupos aristocráticos que insistiam em tomar o poder.

Iniciado em 1910, o levante pôs fim ao governo bonapartista de Porfírio Díaz, iniciado 34 anos antes. Foi provavelmente o maior movimento revolucionário de toda a América Latina, ocorrido na esteira das mesmas crises econômicas que haviam motivado, por exemplo, a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. No caso do México – um país então predominantemente agrário com uma incipiente exploração petrolífera ainda nas mãos da imperialista Standard Oil – o desequilíbrio agravou-se por uma seca 1908 e 1909, que afetaria fortemente a produção de milho, a base da alimentação tradicional do país. No fim de 1910, o aristocrata Francisco Madero iniciou um movimento contra a reeleição de Díaz, aglutinando movimentos sociais da classe operária e dos povos indígenas, na etapa revolucionária que ficaria conhecida como Revolução Maderista.

Nascido camponês, Villa comandava um grupo de rebeldes locais no estado fronteiriço de Chihuahua desde a virada do século, acumulando vasta experiência no comando de tropas acostumadas a dar combate às forças de repressão, aderindo quase que imediatamente ao movimento revolucionário – muito em função de operar numa região pobre próxima aos Estados Unidos. As habilidades militares do comandante então começaram a fazer fama sobretudo por sua audácia e capacidade de organização. Numa batalha tem Tecolote, por exemplo, induziu as forças inimigas a bater em retirada ao prender chapéus a estacas, simulando ter um contingente maior. Seu exército tomou importantes enclaves como Ciudad Juárez, Chihuahua e Durango, incorporando-se às tropas de Victoriano Huerta, que inseguro com a excessiva independência de Villa, mandou prendê-lo.

O revolucionário fugiria do cárcere, exilando-se em El Paso, Texas, a tempo de escapar do golpe militar perpetrado pelo próprio Huerta, que mandaria executar Madero e seu gabinete em 1913. Villa retornaria ao México então para tomar o estado de Chihuahua e assumir seu governo provisório, juntando-se a outros rebeldes que acabariam por depor Huerta no ano seguinte. Junto a seu aliado Emiliano Zapata, Villa tomaria a Cidade do México. Ambos seriam as pontas de lança da pressão popular pela reforma agrária no contexto revolucionário, sobretudo a partir do chamado Pacto de Xochimilco firmado em dezembro de 1914, agora com vistas a lutar contra os novos líderes da direita do governo revolucionário, Venustiano Carranza e Álvaro Obregón.

Derrotado numa batalha em Agua Prieta, Pancho Villa recuou a Chihuahua, onde atacaria a cidade de Columbus, nos Estados Unidos, em represália pelo reconhecimento daquele país ao governo de Carranza, resultando na morte de 18 engenheiros funcionários de uma mineradora imperialista. Os estadunidenses, organizariam uma malograda Expedição punitiva em 1916, com vistas a neutralizar Villa e suas tropas.

Villa retornaria à guerrilha, permanecendo ativo até 1920, quando Obregón assumiu a presidência do México e concedeu indulto e terras ao valoroso combatente. Iniciava-se ali um período de estabilidade no país, firmando-se um governo de tipo nacionalista. O temor de um novo levante porém levou o general Plutarco Elías Calles a ordenar o assassinato brutal de Villa com nada menos que 150 disparos feitos por oito atiradores quando dirigia seu carro nas imediações da cidade de Parral, quando ele contava com apenas 45 anos.

Por seu destacado papel como combatente pelos setores oprimidos na população, Villa tornou-se um verdadeiro mito mundial, sinônimo da rebeldia popular que transforma a insatisfação em luta. Pancho Villa deu seu nome a ruas, estádios de futebol, tema de canções, poemas e livros. Há 141 anos, em 5 de junho, nascia Pancho Villa.

 

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