5 coisas que você não sabia sobre o fascismo

Hugo Boss

Você já deve ter lido, ouvido e assistido muitas coisas sobre os regimes fascistas de Benito Mussolini na Itália e de Adolf Hitler na Alemanha. Mas, certamente, muita coisa contada pelos meios de comunicação da burguesia é distorcida e outras, ocultadas. Mesmo curiosidades que deleitariam qualquer pessoa com algum interesse no assunto, e que atrairia um grande público, são deixadas de lado.

Por isso, fazemos uma lista de 5 coisas que você não sabia sobre o fascismo. Confira:

1. Uniformes da SS nazista foram desenhados pelo designer Hugo Boss, militante do Partido Nazista

Os negócios de Hugo Boss seguiam de mal a pior até o burguês ingressar no partido nazista em 1931, quando conseguiu colocar a sua empresa de pé.

Não era para menos, Hugo Boss passou a fazer os uniformes de milícias e oficiais nazistas, como os da Juventude Hitlerista, das SA, e da SS, naturalmente usando mão de obra escrava, principalmente de presos em campos de concentração.

Hugo Boss, cujos produtos muita gente “bem pensante” gosta de ostentar, nos deu um exemplo prático de como fascismo e burguesia, negócios e política de repressão brutal, formam uma perfeita simbiose.

2. No Brasil, quem freou o fascismo foram os trotskistas

Na década de 30, o Brasil enfrentou uma intensa onda fascista, motivada pela grave crise do capitalismo mundial, demonstrada pela abrupta queda da bolsa de Nova Iorque em 1929.

Em 1937 a Ação Integralista Brasileira chegou ter mais de um milhão de membros, lembrando que o Brasil da época contava com apenas 40 milhões de pessoas.

Os trotskistas brasileiros, que já estavam organizados de forma independente desde 1933, através da Liga Comunista Internacionalista (LCI) e do jornal A Luta de Classes, passam a organizar uma forte campanha de unidade da classe trabalhadora, único meio capaz de vencer o fascismo, conforme já havia ficado claro após as lutas do movimento operário frente ao fascismo alemão.

O PCB era contra a frente única com o movimento operário proposta pelos trotskistas. Seguiam as orientações stalinistas que não conseguiam distinguir fascismo burguês e reformismo sindicalista. Adotavam a tese confusa do “social fascismo”.

Seguindo a política correta de união da classe trabalhadora, os trotskistas fundam a Frente Única Antifascista (FUA), composta pela União dos Trabalhadores Gráficos (UTG), pela PSB paulista, pelo Grêmio Universitário Socialista, pela Legião Cívica 5 de Julho, além da própria LCI.

Pouco mais de um ano depois, em 7 de outubro de 1934, a FUA foi quem articulou o vitorioso combate contra o que seria o maior ato dos integralistas até então, a “Grande Marcha em São Paulo”.

Os integralistas, que contavam com a proteção armada de 400 homens das forças de segurança do Estado, munidos de fuzis e metralhadoras, foram expulsos à bala pelos trabalhadores organizados pelos trotskistas, através da FUA. Os fascistas ficaram tão acuados e com tanto medo dos trabalhadores, que chegaram a abandonar pelas ruas as suas fardinhas verdes, virando motivo de gozação: era a revoada das galinhas verdes.

Com esta ação dura, violenta e decidida, organizada pelo movimento operário através da orientação trotskista, os integralistas perderam a rua e não conseguiram jamais se rearticular.

3. Não foi o MBL que inventou o ataque às mostras de arte

Muito antes do MBL, Hitler já fechava mostras de arte, perseguia artistas e curadores que defendessem a arte moderna, que não era do gosto fascista, considerada por ele como “degenerada”. Até mesmo professores que defendessem a arte moderna foram alvo da perseguição nazista.

Com estas ações, Hitler construía e intensificava a censura ideológica do povo alemão, arma própria do fascismo e que o MBL, como bons fascistas que são, trataram logo de trazer para o Brasil.

O método é claro: a brutal repressão fascista não vem de uma vez só, inicia-se através de casos pontuais, em situações aparentemente periféricas, por meio de ataques violentos e com forte viés moralista. Tudo de modo a testar a resistência da sociedade.

Não demora, e passa-se a queimar livros, fechar escolas de arte, confiscar e destruir obras artísticas, e, por fim, perseguir e prender quem pensar e agir de forma não autorizada. Exatamente conforme fez Hitler em seu tempo.

4. O fascistas, em geral, não tomam o poder, eles são conduzidos pela burguesia

Não foi só no Brasil que a burguesia utilizou-se das mais diversas manobras para fraudar eleições e conseguir colocar um fascista no poder, prendendo Lula, perseguindo políticos de esquerda, e certamente até mesmo mexendo nos resultados reais das urnas.

Na Alemanha de Hitler, também, as manobras burguesas foram essenciais para que o nazista tomasse o poder.

Em Janeiro de 1933, Paul von Hindenburg, então presidente da Alemanha, a mando da burguesia alemã, foi quem realmente deu o poder a Hitler, nomeando-o Chanceler da Alemanha. Um mês depois, o mesmo Hindenburg continua seu trabalho e emite o Decreto de Fogo, que suspendia liberdades civis. Em março, assinou a lei que concedia a Hitler poderes legislativos. Após a morte de Hindenburg, em 1934, o apoio da burguesia garante a Hitler declarar-se “Führer und Reichskanzler”, ou seja, chanceler e presidente, com o que passava a comandar também as forças armadas, tornando seu poder absoluto.

Hindenburg terminou desta forma sua longa carreira de serviços à burguesia alemã, após lutar em guerras diversas imperialistas e lançar-se o candidato da burguesia ao poder por diversas oportunidades.

Na Itália, também, décadas antes foi o Rei Vitor Manuel III, que “convidou” Mussolini a assumir o poder absoluto sobre aquele país, obviamente a mando da burguesia italiana, interessada em uma guerra imperialista totalmente impopular.

Outro exemplo ocorreu na Espanha, onde Franco chega ao poder após o golpe de Estado contra a Segunda República, nomeado pela burguesia golpista como chefe supremo para atacar a classe operária sublevada na Guerra Civil Espanhola.

Enfim, o fascismo é sempre impopular, pois representa um duro ataque aos direitos democráticos e sociais da população. Por este motivo, é sempre imposto no poder pela burguesia, que tem nos métodos fascistas um meio habitual de repressão do povo e de imposição de profunda exploração das massas.

5. O PCO está organizando o mais completo curso sobre o fascismo de todo o Brasil

É preciso organizar rapidamente – e com muita eficiência – a luta vitoriosa contra o fascismo no Brasil.

E para isto, somente as lições aprendidas na luta é que serão capazes de nos armar suficientemente contras as armadilhas da burguesia, e vencer suas artimanhas para impor o regime de violência com o que pretende nos submeter a todos.

Somente o movimento operário possui a história de luta e confronto com o fascismo que lhe dá o conhecimento necessário para compreender e vencer essa onda obscura promovida pela burguesia diversas vezes.

Exatamente por isto, é o PCO, como representante direto da vitoriosa herança trotskista no Brasil que está devidamente preparado para trazer à esquerda o mais completo curso sobre fascismo, não só em sua caracterização teórica, mas principalmente no que se refere aos meios práticos e efetivos de vencê-lo.

Participe, entre os dias 12 e 27 de janeiro, da 43ª Universidade de Férias do PCO, com um curso completo ministrado nada menos por Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária.

Saiba como participar:

https://www.facebook.com/events/340002769920995/?notif_t=plan_user_invited&notif_id=1546543078610920

É no movimento operário organizado que devemos buscar o conhecimento necessário para lutar e vencer essa guerra que é de todos.