5 anos depois: quatro são presos por assassinato de membro do MST

iguai

Há cinco anos, na cidade de Iguaí, no sudoeste baiano, o dirigente do MST e filiado ao PT, Fábio Santos, foi assassinado com 15 tiros quando estava dentro do carro com a família. Ele já vinha sofrendo ameaças de morte por causa de sua atuação em defesa da reforma agrária na região. O assassinato veio apenas ratificar a sina que muitos trabalhadores do campo padecem.

Cumpre esclarecer que após muita revolta, manifestações e cobranças por parte da população local, a investigação teve o primeiro desfecho. A Polícia Civil concluiu que o assassinato foi obra de uma quadrilha que envolveu fazendeiros, capatazes e pistoleiros da região. O juiz competente determinou a prisão preventiva dos acusados.

Para além do direito, é preciso esclarecer que se trata de uma investigação intencionalmente atrasada pelas autoridades locais. Certamente nunca houve empenho espontâneo para se descobrir os mandantes do crime. O desfecho só veio a ocorrer por causa da pressão que população impôs sobre as autoridades competentes, do contrário estaria ao relento. Mesmo com a pressão exercida, eles conseguiram arrastar a investigação por um quinquênio.

Com o golpe de Estado em 2016, os crimes no campo aumentaram e a intenção de se investigar decresceu na mesma proporção. Nunca houve uma rede proteção aos campesinos, porém agora a situação é bem pior. Somente a luta dos trabalhadores é capaz de exercer pressão sobre o funcionamento do aparato estatal em prol da população.