Implantação da República
Após duas décadas de decadência da monarquia portuguesa, republicanos chegam ao poder por meio de uma revolução em Portugal.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
republica0001-1
Ilustração alusiva à revolução da burguesia portuguesa de 1910. |

No dia 5 de outubro, se celebra em Portugal a Implantação da República, feito que ocorreu em 1910, tendo como principal agente o Partido Republicano Português (PRP). O levante que culminou no fim da monarquia constitucional, no entanto, havia começado no dia 3 de outubro daquele ano, e possui os motivos da revolta no fim do século anterior.

No final do século XIX, Portugal requisitava para si o domínio de uma região na África que se estendia da costa de Moçambique no Oceano Índico à costa angolana no Oceano Atlântico. Essa região ficou conhecida por “Mapa Rosa”. No entanto, em 1890, para resolver um suposto conflito entre Portugal e uma tribo africana conhecida como Makolo, o governo britânico de Lord Salisbury exigiu que Portugal retirasse suas tropas da região que hoje compreende a Zâmbia e o Zimbábue, em um movimento conhecido como Ultimato Britânico.

O governo português aceitou o ultimato imediatamente, o que fez com que se gerasse uma crise com a burguesia portuguesa que desejava a região, resultando na queda do então primeiro ministro e fazendo com que D. Carlos, rei de Portugal, fosse considerado o culpado pela humilhação e perda do país. Somasse a isso uma crise financeira em 1890-1891 por conta da crise do encilhamento que acontecia no Brasil com a proclamação da República. A própria proclamação da República no Brasil foi um incentivo para os partidários republicanos em Portugal.

A partir então do último decênio do século XIX e do primeiro do século XX, o PRP começou a se organizar melhor, possuindo jornais que o apoiassem e conquistando o apoio da população. Vendo que o partido representava uma ameaça ao regime, iniciou-se um processo de repressão contra seus membros, que no entanto conseguiram dar continuidade a seu projeto político.

No ano de 1908 o rei D. Carlos e o príncipe Luís Filipe são assassinados na Praça do Comércio de Lisboa. O assassinato foi atribuído ao fato de o rei ter fechado o parlamento para colocar no governo uma figura que se tornaria um ditador entre 1906 e 1908, João Franco, além do grande desgaste que a monarquia vinha sofrendo desde o final do século anterior.

O regicídio coloca o fim à ditadura de João Franco e alça ao trono D. Manuel II. Com isso os partidos monárquicos se lançam uns contra os outros, abrindo o caminho para o fim da monarquia. Nas eleições legislativas de 1908 o PRP consegue 7 parlamentares. Nas de 1910, consegue 14. Porém, ainda assim, a ala revolucionária do PRP ainda requisitava a luta armada como forma de colocar fim ao regime, sendo essa ala a vitoriosa em um congresso realizado em 1909.

A revolução explode no dia 03 de outubro de 1910, após um período de inquietação política e de vários avisos de insurreição, fazendo com que o exército português ficasse de prontidão esperando pela revolta. No entanto, os revolucionários conseguem articular um ótimo plano para a tomada de poder, cortando linhas férreas e telefônicas para impedir a chamada de reforços, como impedir que os reforços chegassem a tempo, além de conseguir dominar o mar.

No dia 04 o rei resolve sair do país, fazendo com que boa parte de seu exército se sinta desamparada. Praticamente não há combate, há não ser durante poucos momentos, como a madrugada do dia 04 para o dia 05, quando um destacamento do exército monárquico e outro dos revolucionários se enfrentam com bombas. No entanto, o exército monárquico, que deveria voltar a bombardear na manhã do dia 05, se sente desamparado.

Um diplomata alemão que chegava recentemente à cidade pede para que o exército monárquico peça um tempo de cessar fogo, tendo em vista que poderiam evacuar os estrangeiros durante esse período e esperar reforços vindos do interior. No entanto, no momento em que os combatentes republicanos veem o alemão com a bandeira branca, pensam que as forças monárquicas estão se rendendo. Nesse momento os republicanos e a maioria da população tomam as ruas para comemorar a proclamação da república. Vendo isso, as forças monárquicas não se opõem e, às 9 horas da manhã, o republicano José Relva proclamava a República na varanda do edifício da Câmara Municipal de Lisboa.

 

 

 

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas