Volta às aulas
Governo genocida brasileiro determina a volta as aulas presenciais à custa da vida dos estudantes.
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Escola se "preparando" para a volta às aulas. | Foto: Reprodução.

Pesquisadores de instituições do ensino superior e da rede estadual do estado de São Paulo, constituintes do grupo interdisciplinar Ação Covid-19 em parceria com a Rede Escola Pública e Universidade (REPU), desenvolveram um estudo que simula as interações e a curva de infecção nas escolas, de acordo com a retomada das aulas, determinadas pelo governo de João Dória (PSDB), no dia 7 de Agosto, para o dia 7 de Outubro de 2020. A pesquisa é projetada com base na orientação do retorno, que ocorrerá de forma gradual, atingindo primeiramente uma parcela de 35% dos estudantes.

O estudo realizado com base na proposta de reabertura, aponta que até 46% dos estudantes poderiam ser infectados pelo coronavírus em 60 dias de ano letivo. A pesquisa parte de dois modelos hipotéticos de escolas nos bairros de Pinheiros e Brasilândia. Os pesquisadores simularam o que aconteceria nos 60 dias de ano letivo.

Considera-se que, nos ambientes com mais densidade de pessoas, mesmo com o seguimento dos protocolos de segurança, a transmissão do vírus seria de 39%. No caso da unidade de Pinheiros, com menor densidade, o índice de infectados seria de 10,76%, e 0,03 de mortos, considerando que, em uma área de 9.000 existem um total de 400 estudantes, 25 professores e 9 funcionários ou seja, uma densidade escolar de 1. Já em Brasilândia, com maior densidade, os infectados chegariam a 46,35% e os mortos, 0,30%, com base na área escolar de 6.500 metros quadrados e o quantitativo de 700 estudantes, 100 professores, 6 funcionários e 5 gestores, uma densidade de 2,77.

Pelos dados adquiridos, a pesquisa aponta para inviabilização do plano de reabertura das escolas no estado, dado que para maioria das pessoas respeitar o distanciamento social, 70% deveriam ficar parados, sem circulação. O que não seria possível, visto que nas duas escolas modelo, a quantidade de estudantes admitida para que não aconteça a infecção corresponde a bem menos dos 35% propostos pela fase 1 do plano de reabertura e é sugerido que para ocorrer um retorno menos alarmante, se considere menos de 7% de estudantes nas escolas comprimidas, o que equivaleria a apenas um dia e meio letivo para cada estudante durante um mês.

Nesse sentido, o professor da UFABC, Fernando Cássio introduz ao estudo que não existem argumentos pedagógicos ou de aprendizagem que justifiquem uma frequência de uma ou duas vezes por mês, sem contar com o fator infecção da trajetória entre casa-escola dos professores, funcionários e estudantes, seguindo a afirmativa de que o retorno às aulas presenciais mobilizaria uma parcela de 30% da população do estado, considerando a utilização dos transportes públicos e o adensamento nos entornos das instituições.

Finalmente, os dados da pesquisa confirmam a farsante política direitista das entidades burguesas governamentais. A decisão do quadro Ano letivo dentro das instituições, deve ser apresentada e decidida pelos estudantes, professores, funcionários e pais dos alunos, visto que além de toda a conjuntura da população já afetada, são os principais afetados da política genocida promovida, ou seja, é essencial, principalmente durante a crise pandêmica, a garantia do governo tripartite nas escolas e universidades.

A tendência capitalista-genocida do governo burguês de João Dória (PSDB), que segue o alinhamento do atual governo federal, de Jair Bolsonaro (Sem Partido), defendendo o retorno às aulas presenciais a qualquer custo, inclusive à custa da vida da população, prioriza a defesa da saúde bancária e da economia, como por exemplo, o que aconteceu com a reabertura do comércio e outras atividades, ignorando o grande fator de que no Brasil, não existiu uma queda da curva de contágio.

Diante deste contexto, identificando e pontuando a histórica participação da juventude, como principal linha de frente nos momentos de crise, em contenção aos ataques do governo burguês imperialista, é imprescindível a organização de todas as categorias, principalmente da categoria estudantil em união com as outras parcelas afetadas da sociedade. É, mais do que nunca, necessária a mobilização no sentido de vociferar, denunciando com afinco a real política de matadouro apresentada pela direita burguesa. Volta às aulas apenas com a vacina e pela derrubada do governo genocida.

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