39,5% são as perdas dos trabalhadores da carne e do frio

frigorificos

Nas visitas às fábricas da categoria do frio e da carne, os trabalhadores relatam que os patrões estão produzindo como nunca antes, principalmente para as vendas desse final de ano. No decorrer do ano, os patrões ganharam muito. Os estoques das mercadorias não davam conta, esvaziavam muito rápido.

Ganham muito, devido ao aumento na produção e o reajuste no valor de seus produtos quando bem entendem, bem como o gás de cozinha, a gasolina, água, luz, aluguel, etc., ou seja, tudo acima da inflação.

Em contra partida, os trabalhadores tiveram que amargar um congelamento de seus salários, pois o que seus patrões, em 2017, ofereceram um valor ínfimo de reajuste, o qual foi prontamente rejeitado pelos operários em frigoríficos.

Em visita às fábricas pelos representantes do Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo, a posição dos trabalhadores é de que não adianta os patrões virem com choradeira e oferecer ninharia, pois estão se mobilizando para parar as atividades.

Os trabalhadores exigem:

  • 39,5% de reajuste salarial, o que inclui perdas desde o governo Fernando Henrique Cardoso;
  • Salário mínimo de R$ 4.000,00 que contemple as necessidades do trabalhador e sua família;
  • 35 horas semanais de trabalho sem redução nos salários;
  • Cesta básica de 45 kgs e de qualidade e;
  • Convênio médico gratuito para o trabalhador e seus familiares

No dia 14 de novembro será realizada assembleia dos trabalhadores nas indústrias de carne e do frio para avaliar a proposta dos patrões.