Pandemia e corte de salários
O fascismo não tira férias nem entra de quarentena. Hoje vemos a notícia segundo a qual 38% dos patrões reduziram os salários dos trabalhadores na pandemia
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
imagesd(1)
Das 3.603 empresas consultadas, em média 33,7% também informaram que haviam suspendido contratos. | Foto: Reprodução

O fascismo não tira férias nem entra de quarentena. Hoje vemos a notícia segundo a qual 38% dos patrões reduziram os salários dos trabalhadores na pandemia esta estatística é ainda mais perversa se considerarmos que o patronato aproveitou a pandemia para promover inúmeras demissões.

Assim, quem conseguiu manter o emprego foram golpeados com a redução de salários. Nesse sentido, com o “choque no faturamento”, decidiram lançar mão de medidas emergenciais adotadas pelo governo e as empresas brasileiras aproveitaram a pandemia para jogar a crise nas costas dos trabalhadores.

De tal modo, um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) apontou que, em média, 37,9% dos empresários da indústria, construção, serviços e comércio reduziram proporcionalmente salário e jornada de trabalho. Ou seja, das 3.603 empresas consultadas, em média 33,7% também informaram que haviam suspendido contratos.

Nota-se que a pesquisa aponta apenas 3603 empresas consultadas, ou seja, o número de empresas que promoveram arrocho salarial pode ainda ser maior. Verdade é que as empresas adotaram, ainda, medidas como: decretação de férias coletivas adiantamento de férias individuais e de feriados não religiosos, além de redução de quadro funcional.

A considerar apenas os dados consolidados de maio, reforçam os números prévios divulgados pelo FGV IBRE, que mostraram que mais de 53% das famílias brasileiras tiveram seu trabalho afetado de alguma forma.

Segundo disse a coordenadora das Sondagens do FGV IBRE e da pesquisa, Viviane Seda, “O setor de serviços tem sido o mais afetado pela pandemia, e por isso foi que mais ajustou o quadro de funcionários, suspendeu contratos de trabalho e reduziu proporcionalmente salários e jornada de trabalho”.

Ainda segundo a coordenadora, os segmentos mais afetados foram os relacionados aos serviços prestados às famílias, como de alimentação e alojamento. “Apesar disso, a expectativa da maioria das empresas do setor é de que voltem às atividades normais até o final do quarto trimestre”, analisou ela.

No programa de Transição Trotsky alerta que a crise do capital teria que ser enfrentada com Escala móvel de salários e horas de trabalho. Ou seja, as palavras de ordem: Escala móvel de salários e Escala móvel das horas de trabalho também são apresentadas por Trotsky no Programa de Transição como complementares.

A escola móvel de salários consiste no aumento de salários conforme o aumento dos bens de consumo. Ou seja caso aumente o preço dos produtos consumidos pelo conjunto da população deve aumentar também os salários. A escala móvel de horas de trabalho consiste na divisão do trabalho entre todos os operários existentes, de forma a não existirem desempregados.

Mesmo trabalhando menos do que antes da escala móvel de horas, o trabalhador deve receber o mesmo salário que recebia por uma semana de trabalho. Isto consiste em dividir as tarefas entre todos os operários, mesmo que a grande parte deles venham a trabalhar por exemplo três dias da semana e não os cinco dias, ou por um período de tempo inferior a quarenta horas semanais.

Eis aí o programa para a classe operária.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas