37 escolas paradas: professores entram em greve

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Nesta última quarta-feira, dia 23, 37 escolas particulares paralisaram suas atividades na capital paulista. A paralisação dos professores das escolas privadas recebeu um amplo apoio dos estudantes e dos pais de alunos. Um ato foi realizado na Avenida Paulista, em frente ao MASP.

A paralisação dos professores das escolas privadas reflete uma tendência de mobilização de outras categorias de trabalhadores. Vale destacar que a paralisação nos colégios particulares é algo incomum tendo em vista as pressões e as chantagens dos proprietários das escolas.

Com a política golpista de destruição dos direitos trabalhistas, os professores das redes privadas têm suas garantias ameaçadas. Os donos das escolas querem reduzir de 30 para 23 dias o recesso de final de ano, reduzir a gratuidade das mensalidades para os filhos de professores para as escolas que tenham no máximo 200 alunos, além aumentar o número de meses nos quais os professores têm a possibilidade de serem demitidos .

Trata-se do avanço golpista contra os direitos dos trabalhadores. Na próxima terça-feira, os professores da rede privada farão uma nova assembleia, a qual pode decidir por uma greve por tempo indeterminado. É necessário apoiar a mobilização dos professores contra a ofensiva dos golpistas ao seus direitos