Demagogia imperialista
Mais uma vez, Macron coloca os trajes da política humanitária para impor a política do imperialismo sobre os países atrasados
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Macron e Bolsonaro, inimigos do povo | Imagem: Jacques Witt/Pool/AFP

Neste último sábado (17), a França amanheceu em choque após a decapitação de um professor que ministrava aulas sobre a liberdade de expressão. Segundo relato, o professor havia mostrado a seus alunos uma caricatura de Maomé que satirizava sua figura. Depois, um homem ainda não identificado decapitou o professor no período da tarde, e, em seguida, foi morto pela polícia que alegou ataques por parte do assassino.

Depois disso, aproveitando o momento sensível da comunidade escolar francesa, o presidente imperialista Emmanuel Macron veio a público demonstrar suas condolescências e, como esperado, continuar sua infindável campanha de demagogia com a classe operária. À título de exemplo, Macron disse que “todos nós estaremos juntos. Não passarão, o obscurantismo e a violência que o acompanha não vencerão.”, coloca o presidente.

É irônico que, em sua fala, estava acompanhado de seu Ministro do Interior, Gérald Darmanin, que interrompeu uma viagem ao Marrocos e voltou a Paris para a ocasião. Ou seja, enquanto “combatia” o fascismo e o terrorismo, Macron intensificava sua campanha imperialista de dominação dos países atrasados, principalmente das ex-colônias da França. Logo, deixa completamente escancarada a posição hipócrita e falaciosa de Macron que, utilizando de um discurso notavelmente vazio, procura aproximar setores da pequeno-burguesia para seu lado e, como de costume, intensificar sua luta contra os imigrantes em seu País.

Não podemos nos esquecer que, há alguns meses atrás, Macron visitou o porto de Beirute que havia sido bombardeado como forma de propagandear sua política. Chegou a colocar que a causa de toda a miséria que o Líbano vem sofrendo é resultado da negligência da administração local, e não da ação imperialista sobre o país. Procura, acima de tudo, alastrar sua campanha de que os países atrasados, no que diz respeito ao desenvolvimento do capitalismo, não são civilizados, visando, de forma clara, impor a dominação destes países por parte do governo francês e, finalmente, do próprio imperialismo.

“O professor foi morto porque ensinava a liberdade de expressão, a liberdade de acreditar ou não.” disse Macron.
São palavras que, à luz de uma política frouxa e pequeno-burguesa, como é o caso é da política identitária, chegam a ser heróicas, verdadeira reflexões de uma figura importantíssima que, neste momento, combate o facismo de forma real e efetiva. Brincadeiras à parte, é uma verdadeira piada quando levado em consideração que Macron e sua política imperialista são responsáveis pela censura e pela morte de centenas de milhares de pessoas, propagandeando mentiras por meio da imprensa burguesa que, inclusive, coloca Macron como um salvador.

Finalmente, as demagogias que o imperialismo constrói se mostram extremamente nocivas à emancipação do trabalhador enquanto classe. Por isso, é imprescindível que esse tipo de tentativa de criação de um fato político seja desmascarada de forma categórica e, no final, isso só pode ser feito por meio da construção de um partido revolucionário e de uma imprensa independente que consiga levar à cabo a luta da classe operária.

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