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Há 78 anos, em meio à Segunda Guerra Mundial, o comandante da Wehrmacht, as Forças Armadas do Terceiro Reich, Hermann Göring enviou a pedido de Adolf Hitler uma carta para o chefe geral da repressão, Reinhard Heydrich, uma carta autorizando-o a conduzir os “preparativos necessários” para uma solução total da questão da questão judaica”. O antissemitismo do Partido Nazista já havia até ali massacrado cerca de um milhão de judeus. A partir daquele momento, teria início o verdadeiro Holocausto, que resultaria no extermínio de seis milhões de judeus – dois terços da população judaica europeia.

Em 1939, Adolf Hitler dissera num discurso:

Hoje mais uma vez profetizarei: Se os financistas judeus internacionais dentro e fora da Europa forem bem sucedidos em lançar as nações uma vez mais numa guerra mundial, então o resultado será não uma bolchevização da terra, e portanto uma vitória judaica, mas sim a aniquilação da raça judia na Europa!

Exterminar judeus e ciganos como “raças invasoras” da Europa era parte do projeto político nazista desde seus alvores, tanto quanto seu anticomunismo e sua pretensão de expansão territorial. A teoria do Bolchevismo Judeu, surgida após a Revolução Russa, fundira o antissemitismo conservador à reação do Imperialismo à Revolução Russa, comandada pelos bolcheviques. Segundo tal teoria, as organizações comunistas seriam parte de plano judeu de dominação global. Em seu livro, Minha luta, Hitler se filiara plenamente a esta teoria, que sintetizava em um único “inimigo comum” a luta contra os setores não germânicos do Imperialismo e a brutal repressão das organizações operárias e da esquerda de conjunto – cuja expressão mais acabada eram os partidos comunistas.

Com a carta de Göring, o chefe da SS, Heinrich Himmler, deu ordens às forças de repressão e ao exército para execução direta e sumária de qualquer judeu em território ocupado , considerando que “em princípio, qualquer judeu” atrás da front com a União Soviética “deve ser considerados partisan”. Em agosto de 1941, todos os judeus conhecidos nessas regiões – homens, mulheres, crianças, idosos – seriam fuzilados. Numa segunda etapa os judeus que habitavam na Europa Central, Ocidental e no Sudoeste do continente, seriam transportados de prisões e guetos em que estavam isolados para campos de concentração como os de Auschwitz, Treblinka Birkenau, Chelmno, Lublin-Majdanek, Sobibór ou Belzec, em que as câmaras de gás e fornos crematórios de corpos seriam rapidamente construídos.

Na carta, o comandante solicitara também a elaboração de “um plano geral” que mostrasse ”as medidas organizacionais, práticas e materiais necessárias à implementação da solução final da questão judaica que se pretende”.

Na Conferência de Wannsee do Partido Nazista, realizada em 20 de janeiro de 1942, tais planos seriam apresentados por Heydrich e aprovados. Segundo o chefe de polícia, com a Solução Final seriam mortos cerca de 11 milhões de judeus em toda a Europa – e não apenas a ocupada –, incluindo no Reino Unido, e nas nações ditas “neutras” como Suíça, Suécia, Espanha, Portugal e Turquia. Os alemães facilitariam e estimulariam a deportação de judeus de todo o mundo para prisão, trabalhos forçados e extermínio nos campos de concentração nazistas – entre nós é célebre o episódio envolvendo a Olga Benario: alemã, judia e comunista residente no Brasil e esposa de Luís Carlos Prestes, dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB), presa e entregue por Vargas para morrer nas mãos dos nazistas.

Ainda hoje, antigos partidários do nazismo na Alemanha alegam que não tinham conhecimento do que se passava naqueles campos, enquanto a “Solução Final” era levada a cabo. Não por coincidência, os bolsonaristas de hoje no Brasil alegam desconhecer qualquer plano de Bolsonaro de perseguição, tortura, assassinato e morte das lideranças populares: dizem tratar-se de “brincadeira” do fascista empoleirado no Palácio do Planalto, enquanto índios, sindicalistas e a população pobre em geral nas comunidades vem sendo brutalmente assassinada numa crescente política de extermínio. Não por acaso, ao visitar o Museu do Holocausto de Jerusalém, Bolsonaro afirmou que “podemos perdoar” os criminosos de guerra a cargo da “Solução Final”, como Göring.

 

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