3 de dezembro, Dia da Medicina Latino-americana: Fiquem médicos cubanos, fora Bolsonaro!

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Hoje (03), comemora-se no continente latino-americano o Dia da Medicina Latino-americana. A data foi criada em homenagem ao médico cubano Carlos Juan Finlay.

Nascido em Havana, em 3 de dezembro de 1833, Finlay se destacou por suas pesquisas. Suas principais descobertas foram a transmissão da febre amarela por mosquitos, em 1881, e o Aedes como mosquito transmissor, no ano seguinte.

É significativo o fato de que o mesmo país de Finlay, a partir de 1959, tenha sido justamente o que mais desenvolveu e contribuiu para o atendimento médico do povo latino-americano e, em grande medida, mundial.

Graças à Revolução Cubana, a saúde foi tratada como política de Estado a ser seguida, como um dever obrigatório do Estado para com a população. É bom lembrar que, quando da Revolução, metade dos médicos que havia em Cuba fugiu do país em direção aos Estados Unidos. Com um déficit gigantesco de médicos, imediatamente o governo revolucionário tratou de formar um contingente cada vez maior de profissionais da saúde, a fim de atender às demandas do povo.

Aqueles médicos que fugiram de Cuba para não perderem os privilégios eram totalmente diferentes dos que os substituíram. Desde então, Cuba tem formado médicos de acordo com ideais socialistas e humanistas, voltados às necessidades do povo, para a prevenção de doenças e o cuidado do paciente como ser humano. Ao contrário do que ocorre nos países capitalistas, onde a saúde é uma mercadoria e o doente não passa de um consumidor.

A Revolução e a formação socialista dos médicos cubanos permitiu a Cuba exercer seu internacionalismo proletário também no âmbito da saúde. Já em 1960, o primeiro grupo de médicos cubanos era enviado ao exterior, para atender o povo chileno, vítima de um terremoto. Daí em diante, a maioria dos países do mundo recebeu médicos cubanos para cuidar de suas populações, particularmente dos mais pobres que nunca tiveram acesso digno à saúde.

Um desses foi o Brasil, com o acordo de cooperação com Cuba dentro do programa Mais Médicos, criado pela ex-presidenta Dilma Rousseff em 2013. Metade da população brasileira foi atendida pelos cubanos nesses cinco anos. Eles foram aos mais distantes rincões do País, onde nenhum médico brasileiro jamais quis ir. Foi para isso que os cubanos vieram ao Brasil.

O golpe de Estado que derrubou Dilma em 2016 levou ao poder um regime absolutamente ilegítimo, que tem destruído uma a uma as políticas do PT. Agora, com a eleição fraudulenta do fascista Jair Bolsonaro, o ataque já está se aprofundando. Todas as suas medidas são ilegítimas, pois seu governo é fruto de um golpe e de uma fraude eleitoral.

Portanto, a imposição de requisitos completamente absurdos sobre o governo cubano para que os médicos de Cuba pudessem continuar no programa, além de ilegítima, configura-se como uma expulsão dos médicos por parte do governo usurpador. Bolsonaro, já em 2013, como deputado federal, havia tentado expulsar os médicos, e não apenas ele, mas toda a direita dita “democrática”, como o PSDB.

Em mais uma prova de subserviência ao imperialismo norte-americano, a medida de Bolsonaro afeta milhões de brasileiros, especialmente os da classe trabalhadora da cidade e do campo, do Norte e do Nordeste, do interior do País, que não têm acesso a serviços públicos e que eram atendidos quase que exclusivamente pelos 8.500 médicos cubanos que estão indo embora dignamente, pois, como eles mesmos fazem questão de dizer, os valores não se vendem.

Diante desse ataque do presidente ilegítimo, é preciso ampliar a campanha em apoio aos médicos cubanos e aos pobres brasileiros que ficarão sem médicos, pois os médicos coxinhas brasileiros não preencherão as vagas deixadas pelos cubanos. E, ainda mais, é preciso ampliar em grande escala a campanha pelo Fora Bolsonaro e pela derrubada do regime golpista.