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Há 129 anos, nascia em Moscou o arquiteto Konstantin Stepanovich Melnikov, um dos principais arquitetos das vanguardas artísticas que criaram uma nova arte após a Revolução Russa de 1917. Hábil projetista, Melnikov era um dos professores da nova Escola Superior de Arte e Técnica (Vkhutemas) e desenhou, numa única década – entre 1923 e 1933 –, alguns dos edifícios que moldaram a arquitetura moderna do século 20.

Nascido numa família de camponeses, começou a trabalhar como contínuo numa firma de engenharia aos 13 anos, entraria na Escola de Pintura, Escultura e Arquitetura de Moscou aos 15 anos, diplomando-se em arte (1914) e em arquitetura (1917). Especializando-se no estilo neoclássico, passaria a trabalhar no escritório do arquiteto Ivan Zholtovsky. Com a revolução, o escritório passou a lidar o planejamento urbano da Nova Moscou. Em 1920, os bolcheviques criariam a nova Vkhutemas, onde Melnikov e Ilya Golosov formariam um estúdio conhecido como Nova Academia e Estúdio n.2.

Clube Rusakov

Melnikov transitaria nos diversos grupos formados então, incluindo os racionalistas da Associação de Novos Arquitetos (ASNOVA), e os construtivistas reunidos em torno a Moiseis Ginzburg e Alexander Vesnin. O arquiteto desenharia clubes operários encomendados por sindicatos na periferia de Moscou, incluindo o Svoboda e o Kauchuk, e sobretudo o Rusakov, já no final da década de 20. Em 1924, Melnikov seria o responsável pelo projeto do sarcófago de vidro de Lenin, instalado no mausoléu projetado por Alexei Schusev. No final da década de 20, projetaria ainda grandes edifícios-garagem na capital, onde sua casa e escritório cilíndrica, com aberturas hexagonais, é até hoje um atrativo para visitantes.

Em 1923, projetaria o Pavilhão Makhorka para a Exposição das Indústrias Agrícolas e Manufatureiras* de Moscou, e em 1925 venceria o concurso para o projeto do Pavilhão da União Soviética na Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, em Paris: evento-chave no desenvolvimento dos estilos modernos de arquitetura. O Pavilhão do Espírito Novo de Le Corbusier apresentaria um apartamento-tipo de um edifício de um edifício habitacional, e os edifícios oficiais do evento lançariam as bases de uma adaptação do classicismo que mais tarde ficaria conhecida como estilo Déco – referência ao nome da exposição. Mas a peça mais inovadora e desconcertante seria o pavilhão soviético de Melnikov, com um volume envidraçado cortado por um eixo diagonal com uma escadaria e um jogo de telhados alternados. O vigor de suas formas e a liberdade no uso dos materiais industriais causaria um impacto gigantesco no meio arquitetônico, ecoando até os dias de hoje. A partir do trabalho em Paris, o arquiteto estabeleceria contato pessoal com grandes nomes da arquitetura europeia como Mallet Stevens ou Le Corbusier.

Melnikov não aderiria ao estilo clássico da arquitetura stalinista, implementado na década de 1930. Proscrito, desqualificado como formalista, participaria de concursos de projetos de tempos em tempos, falecendo em Moscou em 28 de novembro de 1974. Talento excepcional, Melnikov, sua obra e a de todos os artistas revolucionários russos deram ao mundo uma pequena mostra das infinitas possibilidades criativas de uma arte independente.

 

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