29/03/2002: Israel lança operação que mata 500 palestinos

A Operação Escudo Defensivo foi uma ação israelense realizada durante os meses de março e abril de 2002 com o objetivo de conter os ataques suicidas de palestinos durante o curso da Intifada de al-Aqsa. O ataque que desencadeou a operação foi o massacre de Páscoa, quando um terrorista palestino se explodiu em um hotel em Netanya, matando 30 pessoas.

Em 2000, a Segunda Intifada foi deflagrada pela visita ostensiva do então líder da oposição conservadora Ariel Sharon à mesquita Al-Aqsa no Morro do Templo, interpretada pelos palestinos como um passo para sua demolição e substituição por um Terceiro Templo judeu, como exige o movimento hoje liderado pelo rabino Yisrael Ariel.

A revolta durou até 2005 e deu ocasião à ascensão de Sharon ao governo em 2001, à operação repressiva “Escudo Defensivo” de 2002, que deixou 500 mortos na Cisjordânia e à morte suspeita de Yasser Arafat em 2004. Foi encerrada em 2005 com a cúpula de Sharm el-Sheikh, na qual Sharon concordou em reduzir a atividade militar e retomar negociações com o recém-eleito presidente Abbas.