28 de março de 1968: ditadura mata o estudante Edson Luís de Lima Souto no Rio de Janeiro

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O golpe de 1964, foi um regime representado inteiramente pela repressão e perseguição da oposição política. A ditadura colocou as organizações operárias e os movimentos sociais na ilegalidade, e isso foi feito de maneira inteiramente arbitrária e totalmente truculenta. Um dos grandes acontecimento do regime se deu pela morte do estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto no estado do Rio de Janeiro em 1968.

Edson foi morto pela policia militar no restaurante Calabouço no centro do Rio. Os estudantes nesse dia, organizavam passeata para denunciar a alta do preço no então restaurante onde ocorreu a execução de Edson. A policia militar foi até o local para dispersar os estudantes, que prontamente se defenderam da truculência policial, mas posteriormente a PM fez aquilo que se espera do órgão repressor; foram disparados tiros no restaurante, e Edson foi morto a queima roupa pelo comandante da tropa da PM.

A morte brutal de Edson, desencadeou uma série de mobilizações contra a ditadura, evidentemente a mobilização popular era uma ameaça para a manutenção do regime militar e por isso na contrapartida para estabilizar o contexto, os golpistas implementaram o AI5, que fora utilizado justamente para conter essa onda de mobilização e portanto no momento seguinte, se deu para manter um regime que era amplamente rejeitado pela população e isso foi feito através de um profundo aumento da repressão do regime, sendo a época mais brutal do golpe militar.

Essa é a ditadura que Jair Bolsonaro ordena que os quarteis comemorem, o regime que matava a oposição e oprimia a população de conjunto com muita violência. É preciso não deixar a extrema-direita levantar a cabeça com esse chamado do presidente ilegítimo e fascista, é preciso ir pras ruas nesse domingo contra o golpe militar de 1964 e colocar a escória fascista no seu devido lugar, que é na lata de lixo da história.