Sétima Arte
125 anos da Sétima Arte, invesão que não dá mostras de limites e muito menos término
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Irmãos Auguste e Louis Jean Lumière | Fundação Yedda & Augusto Frederico Schmidt

A Sétima Arte completa hoje seus 125 anos desde a primeira sessão pública do Arrivée d’un train em gare à La Ciotat (Chegada de um trem à estação da Ciotat) dos irmãos Auguste (1862/54) e Louis Jean Lumière (1864/48).

 

Os irmão franceses apresentaram em 28 de dezembro de 1895 a síntese de todo acúmulo artístico e científico mundial no trabalho com a imagem e o movimento. Em um trecho de pouco menos de 60 segundos de Chegada de um trem à estação da Ciotat, mostrou à uma pequena plateia de menos de 30 pessoas uma minúscula mostra do que estava para vir.

 

Filmaram a chegada de um trem à estação Ciotat, seguido do desembarque de passageiros. Essa breve cena levantou um susto do público todo que correu para o fundo da sala do Éden – teatro existente ainda hoje em Lyon, na França – perplexos pelo medo de serem atropelados pelo trem em movimento e em direção à câmera. Depois do susto, acenaram, ambos se olhavam, de um lado uma plateia envergonhada em serem reconhecidos pelo susto, de outro os passageiros acenando ao cinematógrafo de Auguste e Louis Jean.

 

Nascido de imagens animadas, o domínio e repetição fotográfico não parte nem desta data de 1895. O jogo óptico é uma brincadeira antiga, não se tem exatamente um local e data exata de origem. O que temos são os artefatos mais recentes que levaram de maneira inevitável o surgimento da arte audiovisual:

 

  1. Taumatrópio, inventado entre 1820 e 1825 por John Ayrton Paris:

  1. Fenacistoscópio (1828-1832), por Joseph-Antoine Ferdinand Plateau:

 

  1. Zootrópio, entre 1828-1832 por Willian George Horner

 

 

  1. Estroboscópio, entre 1828-1832 por Simon von Stampfer

 

Até 1895 houveram uma série de protótipos, aparelhos e projetores. O Cinematógrafo foi o qual estreou o cinema como conhecemos hoje, mas obviamente que como a câmera, os avanços e descobertas não se atribuem à poucos nomes mas à uma série de trabalhadores e profissionais que contribuíram e contribuem paulatinamente pelo desenvolvimento desta arte, como William Dickson, da Edison Laboratories, chefe engenheiro que inventou uma tira de celulóide com uma sequência de imagens, a base para a imagem em movimento.

Apesar de ser uma conquista dos trabalhadores – da humanidade – o capitalismo e o imperialismo competem também no âmbito pela patente da arte: contra os franceses, os Estados Unidos reivindicam a invenção do cinema, dedicam o nascimento à Thomas Edison, que patenteou em 1891 o cinetoscópio, que por meio da câmera, filme 35 mm e energia, projetava internamente ao visor do aparelho um filme, que somente era visto individualmente.

Os Lumiéres junto ao cinematógrafo, o  famoso aparelho portátil de filmar, revelar e projetar, continuaram seus projetos e máquinas até o fim de suas vidas. Já o cinema, assim como a classe operária, segue em desenvolvimento, sem dar mostras alguma de limite e muito menos término.

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